Cidades Cinco bairros de João Pessoa têm maior infestação local de Aedes aegypti

Cinco bairros de João Pessoa têm maior infestação local de Aedes aegypti

A Secretaria de Saúde de João Pessoa, por meio da Vigilância Ambiental, em parceria com a Fiocruz/RJ e o Ministério da Saúde, fez, no mês de fevereiro, uma pesquisa com ‘armadilhas ovitrampas’ (pequenos baldes com água e larvicida), para avaliar o índice de infestação do Aedes aegypti na cidade.  Os dados mostraram 37 áreas com […]

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Foto: Imagem ilustrativa/Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

A Secretaria de Saúde de João Pessoa, por meio da Vigilância Ambiental, em parceria com a Fiocruz/RJ e o Ministério da Saúde, fez, no mês de fevereiro, uma pesquisa com ‘armadilhas ovitrampas’ (pequenos baldes com água e larvicida), para avaliar o índice de infestação do Aedes aegypti na cidade.  Os dados mostraram 37 áreas com alto índice de infestação do mosquito, que a partir de agora receberão ações intensificadas de controle do vetor com batidas de focos, capturas de larvas e eliminação e/ou tratamento focal.

Segundo o levantamento, as cinco áreas da Capital com maior índice estão localizadas no Bairro das Indústrias, Cruz das Armas, Ernani Sátiro, Mumbaba e Oitizeiro.

Durante a primeira fase, foram instaladas em toda a cidade 200 armadilhas, que, em duas semanas, coletaram 15.026 ovos de Aedes. De acordo com Alcileide Moura, chefe da seção de vetores da Vigilância Ambiental, em algumas dessas armadilhas mais de 100 ovos foram coletados.

“A pesquisa aponta que há locais sugestivos para presença de criadouros de Aedes aegypti próximo do local onde a armadilha foi instalada. Essas armadilhas servem como indicadores da existência de criadouros nas proximidades, levando em consideração a quantidade de ovos coletados, e direcionam a necessidade de ações educativas nas áreas”, explica Alcileide Moura.

Ainda de acordo com a chefe da seção de vetores, as armadilhas também servem como método de controle do mosquito, uma vez que no momento em que os ovos foram recolhidos para a pesquisa, foi eliminada a possibilidade de serem depositados em outros locais e posteriormente eclodirem no meio ambiente.

“Apesar do período que vivemos de pandemia, a população não pode descuidar as atenções direcionadas ao combate do mosquito. Além disso, a época atual é muito propícia principalmente devido ao clima instável e as frequentes chuvas, o que exige cuidados redobrados para evitar a formação de criadouros para o mosquito Aedes aegypti”, reforça Alcileide Moura.

Mosquito

Responsável por causar doenças como a dengue, zika, chikungunya e a febre amarela, o Aedes aegypti tem, em média, 0,5 cm de comprimento e prefere ambiente úmido para colocar ovos, que podem sobreviver até 450 dias nesse local. Bastam alguns milímetros de água para eles eclodirem e, em uma semana, transformarem-se em mosquitos adultos. O ciclo de vida do mosquito é de 35 dias, mas o número de pessoas que ele pode infectar é ilimitado.

Em 2020, o Aedes foi responsável por 2.610 casos de dengue na Capital e 752 de chikungunya. Em 2021, nos meses de janeiro e fevereiro, foram registrados 157 casos de dengue e nove de chikungunya.

Participação Popular

Quem souber de localidades com possíveis focos do Aedes aegypti, pode denunciar por meio do Disk Dengue, através do número 3214-5718.

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