Cidades Crescimento no número de médicos no SUS na Paraíba supera aumento no país

Crescimento no número de médicos no SUS na Paraíba supera aumento no país

Entre os anos de 2010 e 2018, a quantidade de médicos que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Paraíba aumentou 42%, segundo dados de um estudo realizado pelo pesquisador Alexandre Medeiros, professor do Centro de Ciências Médicas (CCM) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Nesse período, o estado da Paraíba passou a contar […]

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Centro de Ciências Médicas da UFPB (Foto: Angélica Gouveia/UFPB)

Entre os anos de 2010 e 2018, a quantidade de médicos que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Paraíba aumentou 42%, segundo dados de um estudo realizado pelo pesquisador Alexandre Medeiros, professor do Centro de Ciências Médicas (CCM) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Nesse período, o estado da Paraíba passou a contar com mais 1.756 profissionais, totalizando 5.924 médicos. Em todo o país, esse acréscimo foi de 40%, o que representa 75 mil médicos a mais no SUS.

Esse aumento refletiu em um maior atendimento das demandas de saúde da população. Considerando, por exemplo, o acesso a consultas de pré-natal, o número foi ampliado, especialmente no Norte e no Nordeste do Brasil. Na Paraíba, o percentual de gestantes com sete ou mais consultas de pré-natal saltou de 58% para 71% de 2010 para 2018, um aumento de 21,8% – maior que a média nacional, que foi de 17%.

Apesar do aumento na quantidade de médicos, em especial em municípios do Norte e Nordeste com menos de 20 mil habitantes, os resultados do estudo apontam que localidades de menor porte e com menor índice de desenvolvimento humano ainda apresentam dificuldade de fixar médicos.

Segundo Alexandre Medeiros, há uma correlação entre a presença de maior número de médicos e o maior nível de desenvolvimento dos estados brasileiros. O pesquisador ressaltou que as políticas públicas são essenciais para redução das desigualdades na distribuição de médicos no Brasil. “Sem investimento no SUS não se consegue garantir acesso de qualidade à saúde”, destacou Alexandre.

A pesquisa foi parte da tese de doutorado defendida por Alexandre Medeiros no último mês, no programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

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