CRM cumpre ordem da Justiça, mas reafirma precariedades do Trauminha

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) comunicou que vai cumprir

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) comunicou que vai cumprir a determinação do juiz federal Manuel Maia de Vasconcelos Neto, que considerou nula, neste domingo (30), a interdição ética dos médicos do Complexo Hospitalar de Mangabeira (Trauminha), em João Pessoa.

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Em nota, o CRM-PB disse que ainda irá esclarecer ao juiz as razões pelas quais decidiu, de maneira colegiada e após 10 fiscalizações, pela interdição do trabalho médico na unidade de saúde. O Conselho Regional destacou que a assistência médica aos pacientes internados não sofreu descontinuidade durante o período da interdição ética.

“A interdição ética dos médicos se deu para a admissão e internamento de novos pacientes, justamente porque as condições do hospital são muito precárias, comprometem o ato médico e trazem risco para o atendimento à população. Faltam medicamentos essenciais, equipamentos e material cirúrgico. Além disso, a unidade apresenta problemas sérios em sua estrutura física, como precárias condições de higiene dos quartos e banheiros, com a presença constante de baratas, infiltrações, mofo, buracos no piso e nas paredes, banheiros sem funcionar, cadeiras de rodas e de banho quebradas, falta de privacidade, falta de lençóis e ventilação”, argumentou o CRM-PB.

O Conselho Regional disse, ainda, que continuará cumprindo seu objetivo institucional de fiscalizar o exercício da atividade médica e promover, por todos os meios e ao seu alcance, o perfeito desempenho técnico e moral da Medicina.