Cidades Depressão: entendendo a importância da ajuda de amigos e familiares

Depressão: entendendo a importância da ajuda de amigos e familiares

Atualmente a depressão é apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o segundo maior problema de saúde pública, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares, sendo compreendida como o grande mal do século 21. Assim, buscar conhecer, identificar e diagnosticar é o grande desafio.    A depressão é uma doença psíquica, de causa multifatorial que envolve […]

Portal Correio
Portal Correio

Portal Correio

Portal Correio

Atualmente a depressão é apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o segundo maior problema de saúde pública, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares, sendo compreendida como o grande mal do século 21. Assim, buscar conhecer, identificar e diagnosticar é o grande desafio.   

A depressão é uma doença psíquica, de causa multifatorial que envolve aspectos biopsicossociais. Muitas vezes seus sintomas são desconsiderados ou até mesmos não reconhecidos pelo paciente, pela família e pelos profissionais de saúde. Os sinais e sintomas que caracterizam essa enfermidade envolvem aspectos psicológicos como a falta de interesse, tristeza, desânimo, choro persistente, falta de concentração, auto-estima depreciativa, ideias de suicídio. Aspectos orgânicos, como insônia ou hipersônia, alteração de apetite, diminuição do desejo sexual, lentidão ou agitação psicomotora. Aspectos sociais, como retraimento social, perda ou rebaixamento da produtividade, desinteresse por atividades recreativas e de lazer, entre outros.

A depressão, como qualquer outra enfermidade, deve ser diagnosticada e tratada o quanto antes. Quando mais cedo for iniciado o tratamento, maiores os resultados. A literatura disponibiliza dois tipos de recursos para o tratamento: o farmacológico, que diz respeito aos medicamentos, e o não farmacológico, que envolve a psicoterapia. Esses dois recursos administrados simultaneamente surtem um feito no bem-estar global do paciente. Outros aspectos também devem ser considerados, como bons hábitos de vida, convívio social e principalmente o apoio familiar.

Tanto a família como os amigos são peças fundamentais no tratamento e na melhora do quadro depressivo. A família deve estar próxima do seu ente adoecido, incentivando o tratamento, acolhendo e amparando, dando suporte emocional e afetivo. Apresentando uma conduta empática frente ao que ele está passando, entendendo que se trata de um problema de saúde e não adotando atitudes preconceituosas, achando que é frescura, fraqueza ou falta de vontade. Sentir-se acolhido e saber com quem contar pode fazer toda a diferença na recuperação dessa pessoa que está passando por um momento de intenso sofrimento psíquico.

Por fim, ressalto que a depressão é mais comum do que muitos pensam e os amigos e familiares devem compreender que a mesma é uma doença e precisa de tratamento, atenção e cuidado. E como disse Leonardo Boff, “O que se opõe ao descuido e ao descaso é o cuidado. Cuidar é mais do que um ato, é uma atitude. Abrange mais do que um momento de atenção. Representa uma atitude de ocupação, preocupação, de responsabilização e de envolvimento afetivo com o outro”.

*Professora do curso de Psicologia do Unipê, Regina Irene Diaz Moreira Formiga é psicóloga, especialista em gerontologia, em psicologia hospitalar e mestra em serviço social.

Últimas