Adolescente que tentou aborto denuncia violência doméstica

A adolescente de 17 anos que tentou abortar um bebê de 25 semanas, em Ponta Porã (MS), na madrugada desta quinta-feira, recebeu alta médica hoje (11) e deve ser ouvida formalmente pela polícia, nos próximos dias. Segundo a garota, ela sofreu violência doméstica e teria sido agredida pelo pai da criança. O bebê conseguiu sobreviver […] O post Adolescente que tentou aborto denuncia violência doméstica apareceu primeiro em Diário Digital.

A adolescente de 17 anos que tentou abortar um bebê de 25 semanas, em Ponta Porã (MS), na madrugada desta quinta-feira, recebeu alta médica hoje (11) e deve ser ouvida formalmente pela polícia, nos próximos dias. Segundo a garota, ela sofreu violência doméstica e teria sido agredida pelo pai da criança.

O bebê conseguiu sobreviver e segue internado na UTI neo do Hospital Universitário de Dourados. O delegado de Ponta Porã, Fabrício Dias, contou a reportagem que a menina vai responder pelo ato infracional análogo ao crime de aborto na forma tentada, mas ainda será apurado a suposta agressão. “Vamos apurar se ela foi vítima de violência doméstica e se isso pode ter interferido na decisão dela de querer abortar”, disse o delegado.

Conforme já foi apurado pela polícia, uma testemunha contou que durante a noite a garota pediu socorro, ela foi até a casa dela e quando chegou já viu o bebê. “Ficou claro que esta mulher salvou o recém-nascido e preocupada com o que aconteceria com a menina, decidiu não contar sobre o aborto, mas se arrependeu e passou a colaborar com as investigações”.

Inicialmente, a mulher que levou a criança para o hospital disse que teria encontrado o bebê em frente de casa, no Jardim Ivone, e contou que quando estava saindo viu a sacola plástica com algo dentro e ouviu o chorinho do bebê que estava todo sujo de sangue, mas depois revelou que o menino era filho da adolescente que mora perto da casa dela.

A adolescente é de Ponta Porã, mas se mudou para outro estado onde morou com o ex-companheiro. Por conta das agressões, como estaria sofrendo maus-tratos, resolveu voltar para o município. Ela só descobriu que estava grávida quando voltou para casa e preferiu esconder a gestação da família.

“Ela tomou um medicamento abortivo, então estamos analisando se houve a participação de outra pessoa. Estamos ouvindo testemunhas e, com ajuda do setor psicossocial, vamos colher o depoimento da adolescente porque no dia dos fatos ela estava bastante abalada emocionalmente e aparentava debilidade física”, conta Dias.

O pai da criança é de outro estado e ainda não foi localizado pela polícia.

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