Diário Digital Após seis meses de suspensão, júris retomam na Capital

Após seis meses de suspensão, júris retomam na Capital

Foram seis meses com os julgamentos no Tribunal do Júri suspensos em Campo Grande por conta da pandemia do novo coronavírus até que na próxima terça-feira, 15 de setembro, as sessões vão ser retomadas. Quem vai estar no banco dos réus, a partir das 8h da manhã, é Igor Cesar de Oliveira, acusado de matar […] O post Após seis meses de suspensão, júris retomam na Capital apareceu primeiro em Diário Digital.

Foram seis meses com os julgamentos no Tribunal do Júri suspensos em Campo Grande por conta da pandemia do novo coronavírus até que na próxima terça-feira, 15 de setembro, as sessões vão ser retomadas. Quem vai estar no banco dos réus, a partir das 8h da manhã, é Igor Cesar de Oliveira, acusado de matar um motorista de aplicativo, em 13 de maio de 2019.

O Tribunal do Júri é composto pelo juiz e vinte e cinco jurados, dos quais sete são sorteados para compor o conselho de sentença.  Para evitar aglomeração no plenário e risco de contaminação da Covid-19, vão ser adotadas medidas de segurança.

O público vai poder acompanhar o julgamento por transmissão ao vivo das sessões pelo Youtube do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), isto incluiu os familiares dos envolvidos, universitários e imprensa.

No plenário, só podem permanecer o juiz, promotor, defesa, os sete jurados sorteados e os réus. O uso de máscara será obrigatório, haverá aferição de temperatura e a disponibilização de álcool em gel.

Os depoimentos de testemunhas serão realizados por videoconferência. A distribuição dos lugares no plenário também vai estar diferente para manter o distanciamento recomentado pelas autoridades de saúde.

Acusação - Rafael Baron, 24 anos, foi morto no dia 13 de maio de 2019 com dois tiros. Ele estava trabalhando e foi buscar Igor e a mulher dele na Upa (Unidade de Pronto Atendimento) do Universitário e deixar os dois no Condomínio Reinaldo Buzanelli II, no Jardim Campo Nobre.  O autor se apresentou três dias depois do homicídio. Ele já estava foragido do sistema prisional quando cometeu o crime. Na época, na delegacia, disse que a motivação do crime foi ciúmes porque o motorista conversou com a esposa dele.

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Rafael Baron, 24 anos, foi morto com dois tiros (Arquivo/Diário Digital)

A prisão de Igor pelo homicídio não foi decretada pela Polícia Civil logo após o crime, apesar dele ter confessado. O autor voltou para a prisão para cumprir pena pelo crime anterior de roubo. Pouco depois, conseguiu o benefício da progressão de regime e aproveitou para fugir.

O pedido de prisão pelo homicídio só ocorreu meses depois da morte de Rafael. Igor foi recapturado no dia 9 de fevereiro por policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar depois de uma denúncia anônima.

Mesmo confessando que também teve a intenção de matar a esposa, na época, Igor continuou a se relacionar com a mulher normalmente depois do crime. Ela mesma negou em depoimento que o motorista de aplicativo tenha dado em cima dela.

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