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Capital vai liberar 16 milhões de Aedes com bactéria em 10 bairros

Campo Grande vai soltar cerca de 16 milhões de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia em bairros da Capital. Os ‘Wolbitos’ fazem parte da estratégia adotada para controle da dengue, Zika e Chikungunya. Nesta segunda-feira, 5 de Julho, teve início a segunda fase de liberações dos mosquitos na Capital. Na primeira, foram soltos pela […] O post Capital vai liberar 16 milhões de Aedes com bactéria em 10 bairros apareceu primeiro em Diário Digital.

Campo Grande vai soltar cerca de 16 milhões de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia em bairros da Capital. Os ‘Wolbitos’ fazem parte da estratégia adotada para controle da dengue, Zika e Chikungunya.

Nesta segunda-feira, 5 de Julho, teve início a segunda fase de liberações dos mosquitos na Capital. Na primeira, foram soltos pela cidade cerca de 20 milhões de Aedes com a bactéria Wolbachia.

A soltura simbólica dos chamados “Wolbitos” ocorreu durante a manhã em ato realizado na Biofábrica do Método Wolbachia, instalada no bairro Pioneiros, um dos contemplados nessa nova etapa do projeto.

Ao todo, dez bairros irão receber os mosquitos Aedes aegypti com a bactéria, são eles: Taquarussú, Jacy, América, Jockey Club, Parati, Piratininga, Pioneiros, Alves Pereira, Los Angeles e Centro Oeste.

Segundo o gestor de implementação do método Wolbachia em Campo Grande, Antônio Brandão, a expectativa é de que aproximadamente 1 milhão de mosquitos com a bactéria sejam liberados por semana nos bairros contemplados.

“A intenção é que os Aedes aegypti com Wolbachia se reproduzam com os Aedes locais ao longo das próximas dezesseis semanas e seja estabelecida uma população destes mosquitos, todos com Wolbachia, o que irá contribuir na redução na transmissão de doenças”, explica.

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(Foto: Divulgação/Prefeitura de Campo Grande)

Ações de controle - O secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho, reforça que o método é complementar às ações de controle das arboriroses sendo necessário a colaboração da população.

“A população deve continuar a realizar as ações de combate à dengue, Zika e chikungunya que já realizam em suas casas e estabelecimentos comerciais. O Aedes aegypti  com Wolbachia é um importante aliado nessa guerra, mas é necessário que os cuidados sejam mantidos”, diz.

Etapas - Sete bairros foram contemplados com liberações de mosquitos com Wolbachia na primeira fase do projeto: Guanandi, Aero Rancho, Batistão, Centenário, Coophavila II, Tijuca e Lageado.

Nestes bairros, os Wolbitos foram liberados semanalmente, durante 30 semanas, por agentes da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). Esse trabalho foi finalizado na última sexta-feira, 3 de julho.

O monitoramento do estabelecimento da Wolbachia, que já vem ocorrendo desde o primeiro mês de liberação, continuará por mais quatro meses, a fim de avaliar a proteção nesses locais.

Nos bairros que irão receber a terceira fase de implementação do método na cidade já estão sendo trabalhados desde o dia 21 de maio, através de ações de engajamento comunitário.

Os bairros que estão recebendo ações de engajamento são: Carlota, Dr. Albuquerque, Jardim Paulista, Maria Aparecida Pedrossian, Rita Vieira, São Lourenço, TV Morena, Vilasboas, Universitário, Tiradentes, Chácara Cachoeira, Chácara dos Poderes, Noroeste, Veraneio, Estrela Dalva e Carandá.

A liberação dos mosquitos faz parte da estratégia do Método Wolbachia, iniciativa do World Mosquito Program (WMP), conduzida no país pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com apoio financeiro do Ministério da Saúde, e que utiliza a bactéria Wolbachia para o controle de arboviroses, doenças que são transmitidas por mosquitos.

Na Capital, a implementação da iniciativa é realizada em parceria com a Prefeitura de Campo Grande e Secretaria Estadual de Saúde (SES). Estão previstas seis fases para implementar o Método Wolbachia em toda a cidade.

Wolbachia - O Método Wolbachia tem eficácia comprovada. Um Estudo Clínico Randomizado Controlado (RCT, sigla em inglês), realizado em Yogyakarta, Indonésia, aponta uma redução de 77% na incidência de dengue e redução em 86% de hospitalizações em decorrência da doença em áreas tratadas com Wolbachia em comparação com áreas não tratadas.

No Brasil, dados preliminares observacionais apontam redução de 75% dos casos de chikungunya em Niterói.

A Wolbachia é um microrganismo intracelular presente em 60% dos insetos da natureza, mas que não estava presente no Aedes aegypti, e foi introduzida por pesquisadores do WMP, iniciativa global sem fins-lucrativos que trabalha para proteger a comunidade global das doenças transmitidas por mosquitos.

Quando presente no Aedes aegypti, a Wolbachia impede que os vírus da dengue, Zika, chikungunya e febre amarela se desenvolvam no inseto, contribuindo para a redução destas doenças. Não existe modificação genética neste processo. Mais informações sobre o Método Wolbachia estão disponíveis em wmpbrasil.org ou @wmpbrasil nas redes sociais.

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