Com familiares de “Karolzinha” na porta da delegacia, suspeita saiu pelos fundos

Nayara Francine Nóbrega, de 22 anos, principal suspeita na morte de Carolina Leandro Souto, 23 anos, se apresentou na 5ª  DP (Delegacia de Polícia) de Campo Grande acompanhada por um advogado, na manhã desta quinta-feira (3). O depoimento à polícia durou cerca de 2 horas e, por enquanto, a arma do crime ainda não foi […] O post Com familiares de “Karolzinha” na porta da delegacia, suspeita saiu pelos fundos apareceu primeiro em Diário Digital.

Nayara Francine Nóbrega, de 22 anos, principal suspeita na morte de Carolina Leandro Souto, 23 anos, se apresentou na 5ª  DP (Delegacia de Polícia) de Campo Grande acompanhada por um advogado, na manhã desta quinta-feira (3). O depoimento à polícia durou cerca de 2 horas e, por enquanto, a arma do crime ainda não foi apreendida.

Por não se tratar de um flagrante, ela foi ouvida e liberada por volta do meio-dia. Assim que souberam que a suspeita estava na delegacia, familiares de Carolina foram até a DP. Vestidos com camisetas com a foto de "Karolzinha", como a vítima era chamada, os parentes pediram por justiça.

“A gente quer justiça, porque ela agiu de caso pensado. Matou minha sobrinha, esperou passar o flagrante, contratou advogado e veio se apresentar”, disse a tia de Carolina que preferiu não ter o nome divulgado.

Apesar de ter sido liberada, Nayara não foi vista saindo da delegacia, somente o advogado dela que preferiu não entrar em detalhes. Uma viatura deixou a DP pelo portão dos fundos com a suspeita e o advogado, Sérgio dos Santos Franco, saiu pela porta da frente. 

“Vou deixar que o delegado passe mais informações, mas a Nayara está colaborando e, agora, estamos em busca da arma”, segundo Sérgio que não negou e nem confirmou se a cliente é autora do crime.

Carolina foi morta com quatro tiros no fim da manhã de segunda-feira (31), quando estava sentada com as amigas em frente da casa onde vivia, na Rua Independente, no Jardim Aero Rancho. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

De acordo com relatos de testemunhas, Nayara chegou armada para tirar satisfação com a vítima sobre uma briga que elas tiveram no dia anterior ao crime. O motivo ainda não foi esclarecido, mas a família de karolzinha diz que não tem ligação com relacionamento amoroso.

Já a polícia ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas o delegado Gustavo Bueno não descarta a possibilidade de crime passional.

 Boatos de que Carol fazia parte de uma facção criminosa surgiram depois que um homem filmou a jovem ensanguentada, caída na rua, e disse que o crime deveria ser relatado ao quadro disciplinar, dando a entender que se trata de uma facção.

Uma publicação nas redes sociais de Carolina mostra que ela era amiga de G7, apelido de Cleyton dos Santos Medeiros, de 30 anos, morto em confronto com policiais durante a Operação Regresso, no dia 28 de agosto, deflagrada contra uma das maiores facções criminosas do país. De acordo com o Ministério Público, ele ocupava uma posição de gerência em Mato Grosso do Sul.

A família de Carol, nega que ela tivesse qualquer envolvimento com o crime. “Ela conhecia muita gente, gostava de sair como qualquer jovem, mas não era bandida, não pertencia a nenhuma facção. Ela criava dois filhos pequenos sozinha, um de três e outro de dois anos, não merecia isso”, desabafou a tia da vítima.

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