Diário Digital Construção de estrada fomentará desenvolvimento sustentável do Pantanal

Construção de estrada fomentará desenvolvimento sustentável do Pantanal

Os trieiros se transformarão em estradas, os dias de transporte do gado serão reduzidos a algumas horas e os pantaneiros terão mais facilidade de trânsito. Essas mudanças, que tendem a fomentar o desenvolvimento sustentável do Pantanal, serão possíveis com a construção de 129 quilômetros de estrada, que ligará o Leilão Novo Horizonte ao Porto Rolón. […] O post Construção de estrada fomentará desenvolvimento sustentável do Pantanal apareceu primeiro em Diário Digital.

Os trieiros se transformarão em estradas, os dias de transporte do gado serão reduzidos a algumas horas e os pantaneiros terão mais facilidade de trânsito. Essas mudanças, que tendem a fomentar o desenvolvimento sustentável do Pantanal, serão possíveis com a construção de 129 quilômetros de estrada, que ligará o Leilão Novo Horizonte ao Porto Rolón.

O esboço do projeto, resultante das articulações entre o governo de Mato Grosso do Sul e a iniciativa privada, com a participação da Assembleia Legislativa de MS (ALEMS), foi apresentado na última quarta-feira (10) durante reunião.

“Imagina levar quase dez horas para atravessar um trecho de 130 quilômetros? É isso que os produtores rurais da região pantaneira sofrem há anos para chegar ao Porto Rolon, levar suas cargas e escoar seus produtos. Conversamos com eles e, a pedido do governador Reinaldo Azambuja, fomos in loco conferir essa grave situação”, disse o deputado Paulo Corrêa, presidente da Casa de Leis, descrevendo um pouco das precariedades enfrentadas pelos pantaneiros.

Em reunião, o presidente da ALMS, Paulo Corrêa recebeu produtores rurais do Pantanal, representantes da Agência Estadual de Empreendimentos (Agesul) e o secretário de Infraestrutura, Eduardo Riedel, que está, pelo governo estadual, à frente das articulações do projeto. “É muito importante essa articulação política feita pela Assembleia Legislativa junto com o governador Reinaldo Azambuja, com a participação decisiva do Eduardo Riedel, que foi quem nos auxiliou neste projeto”, afirmou o parlamentar. “O primeiro lote compreende um trecho de 45 quilômetros. A licitação já deve ter início em breve, com recursos do Fundersul e respeitando a legislação ambiental, porque o Pantanal é nosso maior tesouro”, completou Paulo Corrêa.

O primeiro lote vai ligar o Leilão Novo Horizonte à Fazenda Figueirinha. O processo para a ordem de serviço será iniciado assim que o governo receber o projeto dos produtores, conforme informou o secretário Eduardo Riedel. “Os produtores contrataram uma empresa de projeto. Quando tivermos o projeto em mãos, vamos abrir a licitação para realização da obra. Em até três meses, que é o período do processo de licitação, já poderemos dar a ordem de serviço”, informou o secretário. A estimativa do governo é de que os 129 quilômetros sejam construídos até o fim de 2022.

De acordo com o secretário, a obra vai contribuir para o desenvolvimento sustentável do Pantanal, tirando os moradores da região do isolamento. “O Pantanal sempre ficou à margem e muitas comunidades dessa região do Leilão Novo Horizonte ao Porto Rolón, estão praticamente isoladas. Essas ações servem para reintegrar o Pantanal sul-mato-grossense. O Pantanal é uma região fantástica, um patrimônio ambiental, que precisa ser preservado. E essa estrada garante o acesso de turistas ao Pantanal de uma forma responsável e sustentável”, considerou Riedel. “Fico muito feliz do deputado Paulo Corrêa nos receber aqui na Assembleia juntamente com os produtores para que possamos, o mais breve possível, licitar para dar ordem de serviço”, finalizou.

Quase uma semana para transportar o gado será abreviada em duas ou três horas. O cálculo é do produtor rural Aldoir Pedro Teló, que tem propriedade no Pantanal da Nhecolândia há 18 anos. “Da nossa fazenda até onde pode embarcar de caminhão, eu preciso de quatro dias conduzindo o gado para, no quinto dia, poder embarcar”, contou o pecuarista. “Com essa estrada que será construída, vai ser três horas de caminhão para chegar no mesmo lugar onde a gente embarca o gado”, comparou.

Teló descreveu um pouco das dificuldades históricas de entrada e saída. “Estamos lá no Pantanal da Nhecolândia há 18 anos. A infraestrutura de transporte é bem complicada. É muito próprio de cada fazenda pra chegar e sair com os produtos que são necessários pra tocar a fazenda. Os alimentos pra pessoas que moram ali é difícil. Lá não temos estrada. O que temos é só bitola. Nunca entrou uma máquina lá para fazer estrada. Com a iniciativa do governo do estado em fazer essa estrada vai melhorar sobremaneira", avaliou Aldoir Teló.

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