Diário Digital Em seis meses, Centro de Libras atende mais de 500 pessoas com surdez

Em seis meses, Centro de Libras atende mais de 500 pessoas com surdez

A Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio da Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos (SDHU), chegou ao número de 542 pessoas com surdez atendidas em dezembro, desde o início das atividades do Centro Municipal de Interpretação de Libras (CMIL), em julho deste ano, de forma remota. O Centro, inaugurado oficialmente em setembro – quando […] O post Em seis meses, Centro de Libras atende mais de 500 pessoas com surdez apareceu primeiro em Diário Digital.

A Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio da Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos (SDHU), chegou ao número de 542 pessoas com surdez atendidas em dezembro, desde o início das atividades do Centro Municipal de Interpretação de Libras (CMIL), em julho deste ano, de forma remota.

O Centro, inaugurado oficialmente em setembro – quando passou atender presencialmente-, permite que pessoas com deficiência auditiva ou surda tenham acessibilidade em quaisquer serviços públicos da Capital.

O CMIL disponibiliza profissionais intérpretes de libras com três tipos de atendimentos: presencial, in loco e eventos. Segundo o coordenador do Centro, Valdir Balbueno, o serviço in loco foi o mais utilizado pelos beneficiários no decorrer dos seis meses.

“Esse atendimento é aquele que o intérprete acompanha a pessoa com surdez até o local onde ela precisará de tradução, como consultas médicas, entrevista de trabalho, postos de saúde. Foram mais de 230 acompanhamentos”, pontua Valdir, que também é intérprete de Libras.

Valdir chama a atenção para o número de atendimentos em Delegacia da Mulher, passando de 180 solicitações. “Sentimos que o momento de pandemia teve demanda alta em relação ao atendimento com mulheres surdas nas delegacias especializadas, chegando a dois chamados por semana relacionado à violência doméstica”.

Outro ponto alto dos seis primeiros meses de funcionamento do CMIL, foi o acompanhamento de pessoas com surdez in loco a consultas médicas, incluindo psicólogos e psiquiatras.

“Os deficientes auditivos e pessoas surdas eram excluídas em momentos delicados como de terapia, por exemplo. Era necessário um parente ou amigo para traduzir a sessão, o que causava muito constrangimento ao se expor. Ouvimos também um relato de um caso, que ao se consultar com um médico, um surdo recebeu diagnóstico e medicação errada por falta dessa comunicação especial. Hoje com agendamento, um dos nossos intérpretes pode acompanhar os surdos nessas consultas”, explica Amadeu Borges, subsecretário de Defesa dos Direitos Humanos de Campo Grande.

Em geral, o CMIL realizou em 2021, 108 atendimentos presenciais, 231 atendimentos in loco, interpretação de Libras em 29 eventos e 121 atendimentos on-line. Campo Grande é a terceira Capital do país que disponibiliza esse atendimento especializado para comunidade com deficiência auditiva ou surda. Também é possível falar com os intérpretes pelo WhatsApp: (67) 99219-2602.

No presencial o atendimento é realizado no Centro Municipal de Interpretação de Libras, localizado na sede II da Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos, localizada na Rua Barão do rio Branco, 2.260.

Tanto in loco, quanto em eventos, é necessário fazer agendamento prévio de no mínimo 15 dias úteis, por via de agendamento documental. O funcionamento do Centro Municipal de Libras é de segunda a sexta, das 07:30 às 11h/ 13h às 17:30.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 2020 – 1181.

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