Diário Digital Fahd segue no Garras até avaliação médica e decisão da justiça

Fahd segue no Garras até avaliação médica e decisão da justiça

Após a rendição, na manhã desta segunda-feira (19), o destino de um dos homens mais procurados do país, o “Rei da Fronteira” Fahd Jamil, está nas mãos da justiça. Enquanto isso, o preso, considerado de alta periculosidade, aguarda na sede do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco e Resgate a Assaltos e […] O post Fahd segue no Garras até avaliação médica e decisão da justiça apareceu primeiro em Diário Digital.

Após a rendição, na manhã desta segunda-feira (19), o destino de um dos homens mais procurados do país, o “Rei da Fronteira” Fahd Jamil, está nas mãos da justiça. Enquanto isso, o preso, considerado de alta periculosidade, aguarda na sede do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco e Resgate a Assaltos e Sequestros) que o pedido de seus advogados seja acatado e ele saia da delegacia para cumprir prisão domiciliar.

 A transferência para o presídio não parece ser uma opção. Por segurança, o delegado titular Fábio Peró, solicitou até que os exames do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) fossem realizados na unidade. Protocolo diferente do habitual com qualquer preso.

A defesa do réu entrou com recurso no STJ (Superior Tribunal de Justiça) para que ele ganhe o benefício da prisão domiciliar e aguarda que o cliente passe por avaliação médica para comprovar os problemas de saúde.

Com o “Rei da Fronteira” enfraquecido, desde o fim do ano passado, autoridades brasileiras e a Polícia Nacional do Paraguai confirmavam a luta pelo mercado de drogas e armas na linha internacional entre a facção criminosa brasileira PCC (Primeiro Comando da Capital) e o clã de Fahd Jamil.

“Guerra do narco”

Fahd Jamil e seus aliados são uma das últimas grandes estruturas ativas na fronteira, após os desdobramentos da execução de Jorge Rafaat, em 2016. Como a extradição de Jarvis Chimenes Pavão, em 2017.

Além da prisão do traficante internacional Elton Leonel Rumich da Silva, o Galã, em 2018, apontado como importante membro do PCC e acusado de ter colocado em prática o plano para matar o chefão do crime organizado na fronteira, o Rafaat.

Outro fato que marcou o enfraquecimento de lideranças foi a prisão, em 2019, do narcotraficante Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, conhecido com o Minotauro, que ficou como o sucessor de Jorge Rafaat e a expulsão do Paraguai de Levi Adriani Felício, o ‘Irmão Levi’, tido como principal fornecedor de armas e drogas às facções PCC e CV (Comando Vermelho).

Ameaças

Em uma carta escrita pelo empresário, ele afirma estar “idoso, doente e sob perseguição de criminosos”. Diz “não ter antecedentes criminais e ser sustentado pelos filhos”. Fahd ainda alega que “sempre colaborou para o equilíbrio da segurança na região de fronteira”.

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Carta divulgada por defesa de Fahd

O documento foi divulgado pelos advogados de Fahd,  André Borges e Gustavo Badaró que veio de São Paulo para acompanhar o desembarque do cliente no aeroporto Santa Marina, na manhã de hoje (19).

As ameaças ao clã, tornaram-se mais evidentes depois que quatro corpos foram encontrados em covas rasas em uma fazenda de soja, localizada a cerca de 20 quilômetros de Pedro Juan Caballero, Departamento de Amambay, em 26 de novembro de 2020. Segundo divulgado pela imprensa Paraguai, à época, seria o marco de uma ação que visa exterminar Jamil e tomar em definitivo o comando do narcotráfico na fronteira.

As vítimas do quádruplo homicídio foram identificadas como os dois sobrinhos de Fahd, Riad Salem Oliveira e Muriel Correia, além de um segurança e um motorista que estavam com eles no cassino Guarani quando houve o sequestro.                 Um grupo de integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) foi preso pelo sequestro e as execuções.

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Quatro corpos foram encontrados em covas rasas em uma fazenda de soja (Imagens: Reprodução)

Rendição

Fahd estava foragido desde junho de 2020, quando foi alvo da 3ª fase da Operação Omertà. Ele é acusado de ser mandante de um homicídio, além de responder a processos por organização criminosa, tráfico de armas e corrupção.

Com 79 anos e uma saúde frágil, conforme o advogado Gustavo Badaró, Fahd precisa de tratamentos que não estão disponíveis no sistema prisional e a rendição seria uma forma de cooperar para ter o benefício da prisão domiciliar concedido.

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Forte esquema de segurança para Fahd se entregar (Foto: Ana Lívia Tavares)

Depois de uma negociação, a aeronave com Fahd Jamil Georges pousou no aeroporto Santa Maria, em Campo Grande, por volta das 9h30 da manhã desta segunda-feira (19). Acompanhado de um dos advogados, do filho Fábio e do piloto, o empresário desceu do avião dentro do hangar para não ser visto. Em seguida, em uma viatura descaracterizada, foi escoltado até a sede do Garras.

O filho do empresário, Flavio Correa Jamil Georges, que também teve a prisão decretada em junho do ano passado, na Omertà, segue foragido.

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Flavio Correa Jamil Georges (Arquivo)

A Operação Omertá que investiga milícia responsável por execuções e um esquema de jogo do bicho em Mato Grosso do Sul, teve a primeira fase em setembro de 2019, quando Jamil Name e Jamil Name Filho, apontados como líderes, foram presos. As investigações identificaram uma parceria entre Fahd e a família Name, com a união das organizações criminosas.

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