Flagrante de materiais ilícitos triplica em presídios

Quantidade de materiais ilícitos interceptados nas unidades penais triplicou nos seis primeiros meses deste em comparação com o mesmo período do ano passado. A explicação está no trabalho diário dos servidores penitenciários para impedir que detentos tenham acesso a materiais ilícitos, a intensificação de trabalhos e instalação de equipamentos com tecnologia de ponta. O balanço […] O post Flagrante de materiais ilícitos triplica em presídios apareceu primeiro em Diário Digital.

Quantidade de materiais ilícitos interceptados nas unidades penais triplicou nos seis primeiros meses deste em comparação com o mesmo período do ano passado. A explicação está no trabalho diário dos servidores penitenciários para impedir que detentos tenham acesso a materiais ilícitos, a intensificação de trabalhos e instalação de equipamentos com tecnologia de ponta.

O balanço integra o relatório da Diretoria de Operações da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) referente a apreensões com visitantes e de materiais arremessados pelas muralhas dos presídios.

Para a efetividade das operações nas unidades penais de todo o estado, a Agepen conta com o sistema de videomonitoramento em pontos estratégicos, contribuindo com o trabalho de vigilância dos servidores e o acompanhamento em tempo real de toda a movimentação dentro da unidade, assim como, nas proximidades, o que tem facilitado a identificação de arremessos externos de materiais proibidos.

Outro aparelhamento importante é a inspeção por meio do escâner corporal, para todos que adentram os estabelecimentos penais; bem como, o detector de metais e o aparelho de raio-x em esteira para vistoria de objetos levados. Além de garantir maior segurança durante as atividades, possibilitam uma inspeção mais minuciosa e precisa de pessoas e materiais.

Conforme o levantamento, ao todo, foram interceptados mais de 79,3 kg de entorpecentes nos seis primeiros meses de 2020. Destes, 97% foram arremessados pelas muralhas dos presídios e apreendidos pelos policiais penais. Já no mesmo período de 2019, esse número chegou a 24,5 kg de drogas capturadas.

Em todo o ano passado, os agentes interceptaram 821 aparelhos de celulares, impedindo que esse meio de comunicação chegasse em poder dos presos. Os dados apontam, ainda, que, somente nos primeiros seis meses deste ano, já foram interceptados 381 celulares pelos policiais penais entre arremessos pelo muro e com visitantes em presídios masculinos e femininos do estado.

A camuflagem é um detalhe que chama a atenção dos servidores que, com olhar atento e responsabilidade, conseguem apreender os materiais ilícitos antes de chegar nas mãos dos custodiados.

Dentre as diferentes maneiras inusitadas que os criminosos utilizam para esconder drogas, celulares e outros ilícitos estão invólucros escondidos dentro de sabonetes, creme dental, colchão, sapatos, sabão em pó, entre outros pertences entregues por familiares. No caso dos arremessos, algumas das estratégias são disfarçar os materiais encampando-os com grama, dentro de canos de PVC ou mesmo em garrafas pets, entre outros.

Representando 52% das apreensões de todo o estado, no Estabelecimento Penal “Jair Ferreira de Carvalho (EPJFC) – presídio de Segurança Máxima da capital – os servidores interceptaram mais de 41,3 quilos de entorpecentes neste ano, quantidade 250% superior a do ano passado.

Já a apreensão de celulares subiu cerca de 50%, passando de 187 para 279 aparelhos recolhidos pelos policiais penais antes de chegar em poder dos custodiados.

Em Dourados, o maior presídio do estado realizou a apreensão de 9,8 quilos de entorpecentes, entre substância análoga à maconha e cocaína entre janeiro e junho deste ano. Valor três vezes maior em relação ao mesmo período do ano passado, que ficou na faixa dos 3,2 quilos.

A Agepen atua com sua Gerência de Inteligência trabalhando em conjunto com outros órgãos de investigação, auxiliando na antecipação de casos, bem como na identificação de criminosos. O aperfeiçoamento profissional das atividades desempenhadas pelos servidores, por meio de capacitações e oferecimento de apoio na vigilância também tem sido o foco da agência penitenciária, com o objetivo de oferecer um cumprimento de pena mais seguro e eficiente.

Para o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, o aumento expressivo nas interceptações é reflexo de inúmeros fatores como a atuação integrada da equipe de servidores e apoio da tecnologia.

“Cada vez mais buscamos inibir essa prática criminosa e a modernização das estruturas tem garantido maior efetividade nessa atuação. Aliado a isso, temos o importante trabalho realizado pelos policiais penais, que, com empenho e dedicação, estão sempre focados em evitar que materiais proibidos cheguem nas mãos dos custodiados demonstrando a seriedade e honradez com que realizam seu trabalho”, finalizou o dirigente.

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Foto: Divulgação/Agepen

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