Diário Digital Instituições sociais recebem brinquedos produzidos por reeducandos do projeto “Além dos Muros”

Instituições sociais recebem brinquedos produzidos por reeducandos do projeto “Além dos Muros”

Com iniciativa da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e apoio de empresas parceiras, crianças atendidas por instituições sociais da capital foram contempladas com centenas de brinquedos lúdicos e pedagógicos. A ação integra o projeto “Além dos Muros”, idealizado e desenvolvido pela Diretoria de Assistência Penitenciária da Agepen e a Divisão de Trabalho […] O post Instituições sociais recebem brinquedos produzidos por reeducandos do projeto “Além dos Muros” apareceu primeiro em Diário Digital.

Com iniciativa da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e apoio de empresas parceiras, crianças atendidas por instituições sociais da capital foram contempladas com centenas de brinquedos lúdicos e pedagógicos.

A ação integra o projeto “Além dos Muros”, idealizado e desenvolvido pela Diretoria de Assistência Penitenciária da Agepen e a Divisão de Trabalho Prisional, e conta com o apoio de empresários e colaboradores.

Desta vez, a parceria foi realizada com a empresa IOB, de Santa Catarina, e a Euro Sports, de São Paulo. Ao todo, foram entregues 320 brinquedos, entre peças em madeira e bolas esportivas, além de 50 roupas íntimas infantis produzidas por reeducandos com retalhos de tecido da oficina de costura do Estabelecimento Penal “Jair Ferreira de Carvalho” (EPJFC).

A doação beneficiou a Escolinha da Tia More, no Jardim Canguru, e a Escolinha da Misericórdia, do Instituto Misericordes Sicut Pater, no bairro Parque do Sol, próximo à cidade de Deus, levando solidariedade e acolhimento a crianças e adolescentes carentes.

Os brinquedos pedagógicos em madeira foram produzidos em presídios de Santa Catarina e doados pela empresa IOB, a qual possui contrato com a agência penitenciária na fabricação de prendedores de roupa dentro de unidades penais de Mato Grosso do Sul. Já as bolas doadas pela empresa Euro Sports foram confeccionadas por reeducandos, durante o período de experiência na fabricação de bolas no Estado.

Iniciado há dois anos, o “Além dos Muros” une o trabalho prisional em benefício da sociedade em situação de vulnerabilidade e já beneficiou quatro entidades filantrópicas que atendem crianças e adolescentes carentes, em Campo Grande e Dourados.

“Para as crianças, esses presentes são fundamentais, somos muito gratos a todos os servidores e colaboradores que atuam nesse projeto da Agepen, que vem nos acompanhando há algum tempo e tem contribuído muito com nossas atividades desenvolvidas aqui na escolinha”, afirmou Edileuza.

Conforme a chefe da Divisão de Trabalho Prisional da Agepen, Elaine Cecci, esse tipo de ação além de impactar positivamente as comunidades economicamente vulneráveis, também permite divulgar o potencial de produção por meio da mão de obra carcerária. "Temos muito a agradecer aos diretores das unidades penais e empresários parceiros que acolhem a proposta de maneira muito solidária", enfatizou Elaine.

Contribuindo com mais de 30 famílias, o Instituto Misericordes Sicut Pater realiza a assistência, orientação e suporte a pessoas em situação de vulnerabilidade. Dentre as atividades estão palestras, atividades pedagógicas, artísticas e esportivas. Com a chegada da pandemia, as atividades presenciais foram suspensas, mas estão sendo realizadas doações de legumes e cestas básicas às famílias atendidas.

Conforme a vice-presidente, Delair Urias Coelho, as doações que a Agepen realiza são carregadas de um significado muito importante, principalmente em relação à confecção dos detentos. “Isso nos alegra em muito pelo nosso compromisso de vivenciar a misericórdia e nos sentimos, de certa forma, unidos ao sofrimento das pessoas que estão encarceradas, então para nós é uma satisfação muito grande e vai além do valor material, é realmente muito significativo”, revelou Delair.

Outra instituição beneficiada foi a Escolinha da Tia More, no Jardim Canguru, na capital. A instituição atende diariamente 65 crianças, de 3 a 15 anos. Para a fundadora, Edileuza Luiz, os brinquedos recebidos atenderam não só as crianças, como também, realizou o sonho de um menino de 10 anos de outra comunidade, ao ganhar uma bola de futebol.

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