Diário Digital Júri inocenta quatro presos por morte de colega de cela acusado de estupro

Júri inocenta quatro presos por morte de colega de cela acusado de estupro

Quatro dos nove acusados de terem assassinado um homem de 73 anos no interior da cela 1 do 1º Distrito Policial de Dourados em 2018, foram absolvidos pelo Tribunal do Júri. A vítima era acusada de estuprar a neta de 9 anos e foi espancada pelos colegas de cela. Por 4 votos a 3, os […] O post Júri inocenta quatro presos por morte de colega de cela acusado de estupro apareceu primeiro em Diário Digital.

Quatro dos nove acusados de terem assassinado um homem de 73 anos no interior da cela 1 do 1º Distrito Policial de Dourados em 2018, foram absolvidos pelo Tribunal do Júri. A vítima era acusada de estuprar a neta de 9 anos e foi espancada pelos colegas de cela.

Por 4 votos a 3, os jurados acataram a tese de negativa de autoria, sustentada na falta de provas nos autos, e absolveram os acusados Airton Cáceres, Deize Theodoro, Diego Ferreira da Silva e Edilson Oliveira Lopes.

 “Dois anos, três meses e 17 dias depois dos fatos, enfim a justiça foi feita e eles ganharam a liberdade”, ressaltou o advogado criminalista Marcos Santos, que atuou na defesa dos réus Airton e Edilson.

Durante os debates, o criminalista Marcos Santos sustentou a tese de negativa de autoria e cobrou a responsabilização dos agentes públicos que colocaram o estuprador de 73 anos numa cela de 3 metros quadrados, ocupada por 12 homens.

“Ao colocar naquela cela o acusado de violentar sexualmente a própria neta, os policiais já sabiam o que iria acontecer, de forma que se os homens que estavam no cárcere naquela manhã estão sendo responsabilizados criminalmente, os agentes públicos que tinham a tutela do idoso também deveriam responder na medida das suas culpabilidades”, destacou Marcos Santos.

O caso - O idoso de 73 anos foi preso na manhã do dia 22 de outubro de 2018 acusado de ter estuprado a neta de 9 anos. Ele foi colocado em uma cela do 1º Distrito Policial onde estavam 12 presos e acabou espancado, o que causou a morte do acusado.

Todos foram denunciados pelo crime de homicídio duplamente qualificado e poderiam ser condenados à pena de até 30 anos de cadeia. Além dos 12 que estavam na cela onde ocorreu o espancamento, outros dois presos que que estavam nas celas ao lado, entre eles uma mulher, foram denunciados por homicídio triplamente qualificado sob a acusação que teriam dado a ordem para que os presos da cela 1 batessem no acusado de estupro.

Ao longo da instrução penal, cinco dos 14 acusados foram absolvidos sumariamente e 9 tiveram a sentença de pronúncia que os mandou para o Tribunal do Júri.

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