Diário Digital Mesmo com versão do “chip da besta”, polícia não acredita em insanidade de mãe que afogou bebê

Mesmo com versão do “chip da besta”, polícia não acredita em insanidade de mãe que afogou bebê

A DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) ouviu testemunhas e esteve na casa onde a mulher de 21 anos que confessou ter matado a filha de 5 meses afogada, vivia com a criança na Vila Jacy, em Campo Grande. A mãe está presa desde a noite desta terça-feira (22), quando o […] O post Mesmo com versão do “chip da besta”, polícia não acredita em insanidade de mãe que afogou bebê apareceu primeiro em Diário Digital.

A DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) ouviu testemunhas e esteve na casa onde a mulher de 21 anos que confessou ter matado a filha de 5 meses afogada, vivia com a criança na Vila Jacy, em Campo Grande. A mãe está presa desde a noite desta terça-feira (22), quando o crime foi descoberto.

A delegada Elaine Benicasa, responsável pelas investigações, informou que em novo interrogatório, na manhã de hoje (23), a mulher preferiu permanecer a maior parte do tempo em silêncio, mas descreveu a forma como matou a bebê asfixiada, ao colocar a menina embaixo de um cano de água, onde deveria ter um chuveiro, no banheiro da casa.

Depois de assassinar a filha, a mulher foi até a casa de duas amigas do bairro, empurrando pela rua o carrinho com a bebê morta dentro dele. Na casa, ela jantou, tomou cerveja e conversou normalmente, até que as mulheres estranharam o silêncio da criança e perceberam que ela estava morta.

“Foi dito logo após a prisão que a mãe estaria em surto ou efeito de drogas. Nesta manhã, nós recebemos o caso e fomos ouvi-la novamente. Ela se cala e, em muitos momentos, sugere que tem problemas psiquiátricos. Mas eu acredito que não. A autora me pareceu bem lúcida e chegou até a se emocionar, perguntou se havíamos feito DNA na criança, manifestando entendimento”, explicou a delegada.

Até agora, conforme apuração da polícia, a mãe estava com a bebê em casa e, na parte da tarde, o vizinho ouviu barulho do chuveiro ligado por muito tempo. Ele bateu na porta para saber se era algum vazamento e não foi atendido, então desligou o registro.

O pai da criança disse que na manhã de terça-feira foi até a casa para ver como estava a bebê, mas a ex não abria a porta. Ele contou que, do lado de fora, ouviu a mulher brincando com a filha e foi embora.

Depois, no período da noite, a mãe foi encontrar as amigas até que o caso chegou as autoridades.

“As amigas notaram que a criança estava morta dentro do carrinho e quando questionavam a mãe o que havia acontecido, ela apenas gargalhava”, segundo Benicasa.

A mulher tem outros dois filhos de 2 e 4 anos, além da bebê, que moram com a avó materna. Ela não estava trabalhando atualmente e vivi com a ajuda de parentes e conhecidos.

Estupro de vulnerável

Os médicos denunciaram que a criança estava com lesões no órgão genital e no ânus, o que leva a crer que a bebê também foi vítima de estupro de vulnerável. No primeiro interrogatório, a autora disse que quando a menina tinha três meses a levou num posto de saúde e foi informada pelo médico de a menina tinha o canal vaginal fechado. Para resolver o problema, a mãe teria que passar uma pomada, mas como não tinha condições de comprar, a mulher resolveu um palito para abrir o canal vaginal da bebê.

Segundo a autora, isso aconteceu apenas uma vez e ela não soube dizer quando, mas negou o estupro.

Matou por causa do "CHIP DA BESTA"

Neste primeiro interrogatório depois da prisão, a mulher disse algo que surpreendeu os policiais. Afirmou que decidiu matar a criança porque “sabia que ela estava com o chip da besta na cabeça” e soube disso quando a filha tinha dois meses depois que “viu o sinal da cruz no bairro Guanandi”. Para a autora, o chip “foi colocado” na cabeça da criança quando ela tomou as vacinas na maternidade.

Ao perceber que a menina perdia os sentidos, ela teria feito respiração boca-a-boca, mas “notou que não havia mais jeito”. Depois, a mãe se deitou com a criança morta por um tempo, até decidir sair.

Segundo a delegada, “há relatos de que há alguns dias a autora andava reclusa, não atendia celular e nem recebia as pessoas em casa. Ela também teria dito as amigas que estava sendo perseguida e, às vezes, tinha surtos violentos, sem motivo aparente”.

A mulher segue presa por homicídio simples e estupro de vulnerável.

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