Diário Digital Motociclista é “estrangulado” por cabos e sofre acidente

Motociclista é “estrangulado” por cabos e sofre acidente

Duas companhias de telecomunicações vão ter que indenizar um motociclista “estrangulado” por cabos deixados soltos na Rua 25 de Dezembro, quase esquina com a Dom Aquino, em Campo Grande. A vítima vai receber R$ 885,06 de danos materiais e R$ 12 mil de danos morais por ser envolver no acidente de trânsito. Sentença proferida pela […] O post Motociclista é “estrangulado” por cabos e sofre acidente apareceu primeiro em Diário Digital.

Duas companhias de telecomunicações vão ter que indenizar um motociclista “estrangulado” por cabos deixados soltos na Rua 25 de Dezembro, quase esquina com a Dom Aquino, em Campo Grande. A vítima vai receber R$ 885,06 de danos materiais e R$ 12 mil de danos morais por ser envolver no acidente de trânsito. Sentença proferida pela 10ª Vara Cível da Capital.

Conforme denúncia, no dia 18 de outubro de 2014, por volta das 18h20, quando conduzia sua motocicleta pela Rua Vinte e Cinco de Dezembro, em Campo Grande, no cruzamento com a Rua Dom Aquino, foi surpreendido por diversos cabos de propriedade das rés, caídos e atravessados por toda a pista, os quais “estrangularam” o pescoço do autor, ocasionando sua queda, deixando-o totalmente inconsciente e fazendo perder muito sangue.

Afirmou que o acidente causou o afastamento das atividades laborais por 10 dias. Discorreu sobre a responsabilidade das rés e pediu a condenação delas ao pagamento de indenização pelos danos materiais, morais e estéticos decorrentes do acidente.

A primeira acusada sustentou a ausência de responsabilidade, pois não restou comprovado que o cabo supostamente solto era da sua propriedade. Já a outra empresa de telecomunicações defendeu a inexistência de provas que determinem o nexo de causalidade entre o acidente e os cabos de telefonia instalados no local.

Conforme analisou a juíza Sueli Garcia, o croqui anexado aos autos demonstra a dinâmica do acidente, a posição dos fios perpendicularmente à pista de rolagem, mas soltos e não suspensos, de modo a impedir o fluxo normal de veículos no local, sendo que o laudo pericial apontou que no local do acidente havia cabos rompidos de ambas as empresas.

Embora a perícia não aponte o motivo certo do rompimento, ressaltou a magistrada que “de qualquer forma, em sendo as rés proprietárias do cabeamento, detém, por consequência, a responsabilidade pela manutenção e conservação dos fios, de modo a evitar acidentes como se viu na espécie”.

Com relação aos danos materiais ocasionados na motocicleta do autor, determinou a juíza que os valores devem ser inteiramente reparados pelas rés, em virtude da responsabilidade civil pelo ocorrido.

Com relação aos danos morais, a magistrada entendeu que a situação não se configura em mero aborrecimento, pois o autor “trafegava dentro de sua faixa de rolagem e foi surpreendido com os fios soltos na pista, ocasionando lesão temporária e queda da motocicleta. Ou seja, sem que desse causa, teve que se submeter a tratamentos médicos e sofrer a dor física decorrente do próprio acidente. É indiscutível que o acidente redundou sofrimento moral ao autor, o que é passível de indenização para minimizar tal situação”, concluiu.

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