Diário Digital Ozonioterapia ajuda na recuperação de onça ferida em incêndio no Pantanal

Ozonioterapia ajuda na recuperação de onça ferida em incêndio no Pantanal

A onça pintada ferida nos incêndios do Pantanal e trazida no início do mês ao CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) para tratamento, apresenta melhora significativa e pode retornar ao seu habitat já no início do próximo ano, avalia o veterinário do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) Lucas Cazati. […] O post Ozonioterapia ajuda na recuperação de onça ferida em incêndio no Pantanal apareceu primeiro em Diário Digital.

A onça pintada ferida nos incêndios do Pantanal e trazida no início do mês ao CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) para tratamento, apresenta melhora significativa e pode retornar ao seu habitat já no início do próximo ano, avalia o veterinário do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) Lucas Cazati. A onça, um macho com cerca de dois anos de idade, vem recebendo tratamento com aplicações de ozônio que tem propriedades cicatrizantes e anti-inflamatórias e o progresso dos ferimentos é visível.

O tratamento de ozonioterapia é feito em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e está sendo ministrado pelos professores Breno Fernandes Barreto e Verônica Borges Babo, que acompanham a evolução da saúde do animal. Além das feridas nas patas, a onça estava muito debilitada e desde que chegou ao CRAS tem recebido alimentação balanceada e já ganhou cerca de 8 quilos.

Exame de Raio-X detectou a existência de um projetil no tórax do animal, consequência de um tiro que deve ter sofrido há alguns meses, tendo em vista que a pele já está cicatrizada. O metal será retirado em cirurgia simples de rápida recuperação, o que não deve atrasar o retorno da onça ao seu habitat, disse Cazati, que é o responsável técnico do CRAS.

Essa onça e outra, com aproximadamente a mesma idade, foram resgatadas por equipes de voluntários no dia 4 de novembro da região da Serra do Amolar, no Pantanal, e trazidas a Campo Grande em um avião da Força Aérea Brasileira. A outra, também um macho, não resistiu e faleceu horas após ter chegado ao CRAS. No exame de necropsia foi detectado que ela também havia sido vítima de tiro, sendo que a bala estava alojada na região do tórax com estilhaços atingindo os pulmões. Apesar do tiro, a morte do animal teve como causa a quantidade elevada de fumaça que inalou durante o incêndio, segundo revelou o exame.

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