Diário Digital Polícia do MS chegou a oferecer recompensa por pistoleiro morto no RN

Polícia do MS chegou a oferecer recompensa por pistoleiro morto no RN

José Moreira Freires, conhecido como Zezinho, era o 12º na lista com 26 criminosos mais procurados pela polícia, divulgada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e também aparecia na lista vermelha da Interpol. Passou um ano e três meses foragido, mas há pouco tempo havia se mudado para o Rio Grande do Norte, estado […] O post Polícia do MS chegou a oferecer recompensa por pistoleiro morto no RN apareceu primeiro em Diário Digital.

José Moreira Freires, conhecido como Zezinho, era o 12º na lista com 26 criminosos mais procurados pela polícia, divulgada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e também aparecia na lista vermelha da Interpol. Passou um ano e três meses foragido, mas há pouco tempo havia se mudado para o Rio Grande do Norte, estado onde estão presos seus “patrões” Jamil Name e Jamil Name Filho, de acordo com investigação da Omertà. O motivo da mudança seria sua contratação para fazer mais um “serviço”.

Ex-guarda civil municipal de Campo Grande, ele era acusado de integrar uma milícia ligada ao jogo do bicho que, segundo as investigações da Omertà - operação criada pela força-tarefa do Ministério Público e Polícia Civil de Mato Grosso do Sul para investigar execuções, é comanda por Jamil Name e Jamil Name Filho, ambos presos desde outubro de 2019, no Presídio Federal de Mossoró.

Em Mato Grosso do Sul, o pistoleiro chegou a ser condenado pelo Tribunal do Júri pela execução do delegado aposentado Paulo Magalhães Araújo, em 2013. Ele também era suspeito de envolvimento na morte de Orlando da Silva Fernandes, o “bomba”, ex-chefe de segurança do traficante Jorge Rafaat.

Contra Zezinho havia dois mandados de prisão em aberto. Porém, a polícia investiga pelo menos outras três execuções cometidas pelo pistoleiro. A mais recente, a do estudante Matheus Coutinho Xavier, filho do ex-capitão da PM (Polícia Militar), Paulo Xavier, morto por engano no lugar do pai, em 2019.

Investigações constataram ainda que José Moreira havia ameaçado dois delegados da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, integrantes da Delegacia Especializada de Repressão de Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (GARRAS) e um promotor do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público a mando dos seus chefes e líderes da milícia.

Prisão ou morte - José Moreira estava foragido desde setembro de 2019, quando foi alvo da primeira fase da Operação Omertà. Depois de meses usando documentos falsos, Zezinho foi localizado nesta segunda-feira, 14 de dezembro, na zona rural de Lagoa de Pedra, no Rio Grande do Norte, por policiais da Deicor/RN (Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado).

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte divulgou que Zezinho estava escondido em uma granja, nesta propriedade rural. Durante a ação dos policiais, ele reagiu a abordagem e foi alvejado.  

“Há informações apontando que “Zezinho” teria sido contratado, recentemente, para executar uma autoridade do Ministério Público ou do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte”, diz a nota oficial da Deicor.

Com o pistoleiro, os policiais encontraram uma pistola .40 que pertence à Polícia Civil do Rio Grande do Norte, com registro de roubo. Ele criou um laboratório de produção de “crack”, na granja onde estava morando.

Pistoleiro criou laboratório de produção de crack no Rio Grande do Norte (Divulgação)

Recompensa – José Moreira tinha como parceiro Juanil Miranda Lima, também ex-guarda municipal. Logo após a 1ª fase da Omertá, em setembro de 2019, a polícia divulgou a foto de da dupla e o Garras e Gaeco oferecem recompensa de R$ 2 mil a quem tivesse informações sobre o paradeiro dos pistoleiros da milícia.

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GAECO e Garras ofereceram recompensa por informações sobre os pistoleiros (Divulgação)

Juntos, a dupla formava o quarto núcleo da organização criminosa, o da execução. Segundo a investigação, eles recebiam ordens diretas de Jamil e o Filho que custeavam todas as atividades do grupo e forneciam o material necessário às execuções, como armas, munições, veículos, imóveis, dinheiro e até proteção.

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