Diário Digital Psicóloga Claudia Malfatti fala sobre ansiedade principalmente em tempos de pandemia

Psicóloga Claudia Malfatti fala sobre ansiedade principalmente em tempos de pandemia

Nesta semana, a psicóloga e jornalista Claudia Malfatti concedeu entrevista para programa Noticidade da Rádio FM Cidade 97 para falar sobre a ansiedade, principalmente em tempos de pandemia. "O Brasil era o país e ainda é o primeiro lugar de pessoas ansiosas. A ansiedade está sempre relacionada a uma expectativa ao desconhecido e ao desafiador. […] O post Psicóloga Claudia Malfatti fala sobre ansiedade principalmente em tempos de pandemia apareceu primeiro em Diário Digital.

Nesta semana, a psicóloga e jornalista Claudia Malfatti concedeu entrevista para programa Noticidade da Rádio FM Cidade 97 para falar sobre a ansiedade, principalmente em tempos de pandemia. "O Brasil era o país e ainda é o primeiro lugar de pessoas ansiosas. A ansiedade está sempre relacionada a uma expectativa ao desconhecido e ao desafiador. Então, para a nossa sobrevivência a gente tem esse movimento de luta ou fuga", afirma.

De acordo com a psicóloga, existe dois tipos de ansiedade: a ansiedade normal e a patológica. "A ansiedade normal é aquela que acontece alguma situação, é uma proteção de sobrevivência natural, ansiedade saudável, para você se movimentar diante daquilo. Por exemplo, você está ansioso por conta de uma prova, a ansiedade positiva é que você vai se preparar para aquela situação estressante. Agora, quando a gente fala de uma ansiedade patológica, a gente está falando de um medo paralisante, a ansiedade e o medo caminham juntos. A pessoa pode ter vários sintomas que acabam sendo físicos também, por exemplo, começar a suar, a tremer, a ter batimento cardíaco acelerado, a pessoa entende até que ela pode morrer, tem uma sensação de morte muito grande, nesse caso estamos falando de uma ansiedade patológica, que vai além daquela ansiedade que seria natural que todos nós temos para a nossa sobrevivência", descreve a psicóloga.

Diferente do que muitos pensam, a ansiedade pode atingir todas as idades, sendo elas crianças, adultos ou idosos. “Se a gente for pensar em relação a pandemia, ela é um fator ameaçador e nós não tínhamos um registro mental de como lidar com essa ameaça. Então por isso, que é muito angustiante para todos nós, a diferença das crianças, é que as crianças tem mais dificuldade de compreender, dependendo principalmente da idade, toda essa situação. Mas de fato, a ansiedade ela acomete a todos nós, dos pequenos aos idosos”, explica

Segundo Cláudia Malfatti , a ansiedade pode acabar ocasionando em uma depressão. “Quando uma pessoa está em uma ansiedade que passou do normal, existe um sofrimento intenso, é tão desgastante que pode caminhar para uma depressão. Ela fica tão desgastada que ela começa sentir tristeza, desânimo, que é chamado de depressão ansiosa, que, aliás, é muito comum na pandemia. Então, quando a gente precisa de fato cuidar da nossa saúde mental, pois sem a saúde mental, você não tem nada. É muito fundamental principalmente nesse momento, você identificar quando procurar ajuda, nós nos conhecemos, nós sabemos quando estamos no nosso limite”, orienta a psicóloga.

A comida é uma tentativa de escapar da ansiedade, principalmente no período de isolamento social. “A ansiedade ela provoca várias alterações, então a comida, por exemplo, muitas pessoas elas estão ansiosas e elas vão comer em uma tentativa de suprir aquela ansiedade, daí normalmente vem a culpa, ‘eu comi demais e isso vai resultar num peso que eu já não estou satisfeita com meu corpo’, então vira uma bola de neve, mas ela fica ansiosa e ela vai e come. Então, na ansiedade a comida entra como uma fuga, a gente pode também, por exemplo, alterar a questão da alimentação, a questão do sono, a pessoa pode ficar mais irritada também’, conta.

Claudia Malfatti conta também sobre formas de evitar os sintomas da ansiedade. “Nós precisamos na nossa vida ter válvulas de escape. Então fazer um exercício físico, pois o exercício ele mexe com os nossos hormônios, tomar um sol, ouvir uma música, meditar. As pessoas precisam buscar uma forma de escape, pois nós estamos vivendo um momento muito ameaçador e também focar nas medidas de prevenção, de biossegurança, são formas de você se sentir mais seguro”, afirma.

Segundo Claudia Malfatti, a principal forma de tratamento da ansiedade é o acompanhamento psicológico e a terapia. “A partir do momento que você faz um tratamento, você pode, sim, deixar de ter ansiedade patológica, porque a ansiedade normal todos nós sempre teremos. Tem pessoas que fazem o tratamento e acabam não tendo mais as crises. Já para outras pessoas o tratamento tem que ser constante, então é tudo muito individual. O importante de fato é buscar esse acompanhamento psicológico ou psiquiátrico quando necessário. A terapia é algo maravilhoso, você tem uma ampliação de consciência, se conhece e consegue perceber onde estão seus gatilhos. Nós temos uma tendência muito grande de tentar reprimir nossos sentimentos como uma forma de diminuí-los, e muito pelo contrário, isso só aumenta. Então é preciso entrar em contato com a nossa dor, com os nossos sentimentos, para poder ver por onde caminhar ali da melhor maneira possível e ter uma qualidade de vida melhor.”

Claudia Malfatti explica formas de como ajudar a diminuir os sintomas de uma crise de ansiedade. “Assim como a depressão, a ansiedade não é frescura, é uma doença. Quem vê uma pessoa tendo crise acaba achando que a pessoa está até enfartando, porque os sintomas são muito intensos. Você pode trabalhar com essa pessoa a questão da respiração, conversar com a pessoa e não ficar perguntando ‘o que está acontecendo?’, porque às vezes ela não sabe explicar. É preciso fazer com que a pessoa desfoque dos sintomas. Porque a partir do momento que ela começa se perceber em crise e com sintomas, ela foca nos sintomas e acaba ficando pior, porque a sensação é de morte, e ela dura cerca de 20 a 40 minutos, então você precisa buscar meio de acalmá-la nesse período”.

Conforme a psicóloga, as redes sociais podem influenciar fortemente no desenvolvimento da ansiedade, principalmente na depressão ansiosa. “Uma das questões da ansiedade é que a pessoa tem muito medo do julgamento, e isso pode acabar levando até a morte, ao suicídio. Cada um vive uma grande batalha, somos todos seres humanos com sentimentos e emoção, então esses ataques são terríveis. E a pessoa ansiosa ela tem pensamentos muitos acelerados, catastróficos, muito medo do julgamento, então você imagina em uma situação dessas nas redes sociais, o quanto de exposição que a pessoa fica e lidar com isso é muito difícil”, finaliza a psicóloga.

Para quem se interessar sobre o assunto ou queira entrar em contato com a psicóloga Claudia Malfatti, pode busca-la por meio da rede social, instagram: @claudia.malfatti.

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