Diário Digital Quase cinco anos depois, tenente-coronel que matou marido vai a júri

Quase cinco anos depois, tenente-coronel que matou marido vai a júri

Na noite de 12 de julho de 2016, durante uma discussão, a tenente-coronel Itamara Romeiro Nogueira, de 44 anos, atirou em seu marido, o major Valdeni Lopes Nogueira, de 45 anos, na residência onde o casal morava, no Bairro Santo Antônio. Nesta quarta-feira (23), quase cinco anos depois, ela será levada a júri popular, em […] O post Quase cinco anos depois, tenente-coronel que matou marido vai a júri apareceu primeiro em Diário Digital.

Na noite de 12 de julho de 2016, durante uma discussão, a tenente-coronel Itamara Romeiro Nogueira, de 44 anos, atirou em seu marido, o major Valdeni Lopes Nogueira, de 45 anos, na residência onde o casal morava, no Bairro Santo Antônio. Nesta quarta-feira (23), quase cinco anos depois, ela será levada a júri popular, em Campo Grande.

O julgamento será realizado na 2ª Vara do Tribunal do Júri e, conforme despacho do juiz Aluizio Pereira dos Santos, deverá ser limitado seguindo as normas de biossegurança contra a Covid-19.

Por se tratar de um caso com grande repercussão, segundo o juiz é esperado público e, de acordo com a regras, o júri não pode ser realizado a portas fechadas, de maneira sigilosa. Por isso, a necessidade de impor limitações.

Serão permitidos no plenário do júri apenas 10 parentes da vítima e da acusada, sendo cinco de cada. Caso algum dos parentes não compareça, a vaga poderá ser preenchida por alguém do público, respeitando o limite de 10 pessoas e a ordem de chegada ao Tribunal.

Os profissionais da imprensa deverão fazer revezamento para acompanhar o júri. “O acesso ao plenário será após liberados os jurados e não poderá usar vestimentas que possam exercer qualquer influência nos jurados”, diz o despacho.

"As demais regras como uso de máscara, depoimentos, interrogatório, acompanhamento dos debates por videoconferência, etc., são as mesmas seguidas no cotidiano do júri", finaliza o juiz Aluizio Pereira dos Santos.

O julgamento de Itamara estava agendado para junho do ano passado, mas, por conta da pandemia do coronavírus, as atividades presenciais do Judiciário foram suspensas, à época, e a data remarcada.

O caso - Itamara atirou em Valdeni após uma discussão do casal dentro da residência onde moravam no Bairro Santo Antônio. Ela disse ter sido agredida fisicamente e disparou contra o marido que iria pegar a arma para atirar nela.  O major foi atingido no tórax, encaminhado para a Santa Casa em estado gravíssimo e morreu.

Itamara esteve presa logo após matar o marido. Porém, a Polícia Civil concluiu que ela agiu em legítima defesa e a Oficial aguardou o processo em liberdade.

Decisão da PM - Em novembro de 2019, por decisão do Conselho da Polícia Militar, a tenente-coronel Itamara teve que ser reformada administrativamente. Ela foi julgada pela Corregedoria por três crimes, mas condenada apenas por um deles. Perante o entendimento dos coronéis que julgaram o caso, ela foi penalizada por conduta inadequada e recebeu aposentadoria compulsória.

Na ocasião, a defesa da tenente-coronel disse que conduta dela na Polícia Militar foi decisiva para o resultado do julgamento, já que em 27 anos de serviço foi a primeira punição sofrida por Itamara.

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