Diário Digital Revoltado, filho de mulher agredida por tenente tenta fugir de casa: “Vou matar o polícia”

Revoltado, filho de mulher agredida por tenente tenta fugir de casa: “Vou matar o polícia”

“Vou matar o polícia”. A frase foi dita por uma criança de apenas 6 anos, filho da mulher espancada por um tenente da Polícia Militar em Bonito, no interior de Mato Grosso do Sul. Com a repercussão do caso, inclusive na imprensa nacional, o menino reconheceu a mãe na televisão. Nas imagens, ela apanha covardemente. […] O post Revoltado, filho de mulher agredida por tenente tenta fugir de casa: “Vou matar o polícia” apareceu primeiro em Diário Digital.

“Vou matar o polícia”. A frase foi dita por uma criança de apenas 6 anos, filho da mulher espancada por um tenente da Polícia Militar em Bonito, no interior de Mato Grosso do Sul. Com a repercussão do caso, inclusive na imprensa nacional, o menino reconheceu a mãe na televisão. Nas imagens, ela apanha covardemente. O menino, revoltando, saiu de casa, em Corumbá (MS), onde está com as irmãs, dizendo que iria resolver o problema.

Em Campo Grande, hospedada no hotel da PM, a mãe, abalada, entrou em desespero ao saber do sumiço do garoto na manhã desta terça-feira (24). “Ele fugiu hoje, falou que iria matar o polícia e sumiu. Encontram na casa de vizinhos. Falei para minha filha procurar ele pelo amor de Deus”, relata, ainda transtornada.

A situação tem abalado a família, principalmente os filhos: “É uma coisa que mexeu com eles”. Com ela, então, nem se fala. “Acabei de sair do centro médico. Fui agendar um psiquiatra para pegar remédio para dormir, porque passei a noite em claro e com criança não é fácil”. Na Capital, a mulher tenta suportar a dor ao mesmo tempo em que cuida da filha de 3 anos.

Reviver as agressões trouxe consequências pesadas. Abriu uma ferida profunda. “Estou psicologicamente abalada. Choro a todo momento. […] É triste aquela situação. A única coisa que minha filha queria era comer. Só isso”, lamenta.

Com medo de voltar para casa e precisando de acompanhamento médico especializado, ela já procura por um local para alugar. Quer a refazer a vida em Campo Grande, de preferência longe dos olhares curiosos: “Já desativei todas as minhas redes sociais, porque é muita gente querendo saber.

Os primeiros passos para reverter essa história estão sendo dados. Com o vazamento do vídeo e a cobertura da imprensa, a vítima finalmente conseguiu atenção do poder público. Situação bem diferente do relato que deu quando procurou as autoridades pela primeira vez.

“Fui na corregedoria e agora tive voz, como mãe, mulher, como cidadã. Fui fazer o exame de corpo de delito e também já tive uma resposta do Comando Geral. Uma coronel veio falar comigo, para me dar apoio assistencial”, diz.

Hoje, a mulher soube que o tenente agressor saiu das ruas e foi transferido para Campo Grande para exercer funções administrativas. Foi um pequeno alívio em meio ao caos, mas uma solução bem longe do que ela, como vítima, espera: “Ele tem que sair. Ele não é um policial. Ele é uma vergonha para o Estado”.

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