Diário Digital Santa Casa esclarece: família descumpriu normas de biossegurança, de acompanhantes e visitas

Santa Casa esclarece: família descumpriu normas de biossegurança, de acompanhantes e visitas

A direção da Associação Beneficente de Corumbá, que administra a Santa Casa, por meio da Junta Interventora, divulgou nota oficial sobre o caso ocorrido na manhã de sexta-feira (05), no setor de Pediatria, envolvendo familiares de uma recém-nascida, que acabou em confusão. A Polícia Militar retirou pai, avó e tia da criança à força do […] O post Santa Casa esclarece: família descumpriu normas de biossegurança, de acompanhantes e visitas apareceu primeiro em Diário Digital.

A direção da Associação Beneficente de Corumbá, que administra a Santa Casa, por meio da Junta Interventora, divulgou nota oficial sobre o caso ocorrido na manhã de sexta-feira (05), no setor de Pediatria, envolvendo familiares de uma recém-nascida, que acabou em confusão. A Polícia Militar retirou pai, avó e tia da criança à força do hospital e todos foram parar na Delegacia de Polícia Civil. 

O documento informa que "após o regular trabalho de parto, a mãe da recém-nascida obteve alta hospitalar, devendo apenas e por orientação médica, que o recém-nascido fosse direcionado ao Setor Pediátrico para ser submetido, como de praxe, ao tratamento de fototerapia e ao pai do bebê foi garantido o direito de permanência no quarto, junto com a esposa".

Entretanto, de acordo com a direção do hospital, "o pai insistia que sua mãe também deveria permanecer no quarto. Foi quando a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar da Santa Casa e o Núcleo de Segurança do Paciente notificaram os familiares que, apenas seria garantido um acompanhante e que era proibida a entrada de alimentos estranhos no quarto onde a recém-nascida passava por procedimento, pois a família levava excessivos alimentos para o quarto". 

Os familiares, de acordo com a nota, também foram notificados que, o acompanhante deveria obrigatoriamente permanecer com máscara, inclusive para segurança da própria recém-nascida. Enquanto isso, a equipe multidisciplinar do setor de pediatria insistia que no quarto onde o bebê passava por procedimento de fototerapia, deveriam permanecer apenas as pessoas autorizadas (pai e mãe), pois as demais mães que estavam em quartos diferentes estavam questionando o porquê do tratamento diferenciado àquela família.

"O Serviço de Assistência Social e o Setor Jurídico do hospital foram acionados para que, em conjunto com a equipe de enfermeiros do Setor Pediátrico, explicassem as normas de vigilância (uso obrigatório de máscara) e as normas de acompanhante e de visitas ao pai e à avó paterna da criança, mas de maneira agressiva, o pai juntamente com sua mãe, passou a ameaçar os funcionários, dizendo possuir influências jurídicas na cidade e que o mesmo era advogado, portanto, exigia atendimento diferenciado", continua o documento.

"Em conjunto, e não restando outra alternativa, já que todas as medidas administrativas internas foram tomadas e sem sucesso, o hospital acionou força policial para resguardar o direito da recém-nascida, da mãe parturiente e dos demais pacientes do hospital, pois demais familiares do pai do recém-nascido passaram a invadir o hospital e organizarem tumultos, assustando demais pacientes da ala pediátrica. A Polícia Militar foi ao hospital, e por cerca de meia hora, na presença de pacientes, enfermeiros e demais profissionais do hospital, esclareceu a obrigatoriedade do uso da máscara e o respeito das normas de acompanhamento e de visita, pois foi constatado pela própria PM a não observância do uso de máscara pelo pai do bebê e sua mãe", afirma a direção do hospital. 

"A Santa Casa de Corumbá reafirma seu compromisso de disponibilizar atendimento humanitário, respeitoso e dentro das normas estabelecidas pelas autoridades competentes, como também reafirma o compromisso de tratar todos os pacientes de maneira igualitária, sem qualquer diferenciação, por qualquer motivo que seja. As normas editadas em âmbito hospitalar são de observância obrigatória a todos os profissionais e pacientes,  para a efetiva garantia ao direito a saúde com qualidade, sobretudo, em se tratando de recém-nascido. Não ocorreu negativa de atendimento, ao contrário, a equipe médica e de enfermaria, prestou todos os atendimentos necessários, tanto à recém-nascida quanto à mãe, que a todo momento mostrou-se compreensiva e solícita", encerra a direção da Associação Beneficente ao destacar que é o único hospital da região equipado com Unidade de Terapia Intensiva, inclusive para atendimento a pacientes da covid-19. 

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