Diário Digital Sede do Pantanal Cap é lacrada, após 9 horas de buscas

Sede do Pantanal Cap é lacrada, após 9 horas de buscas

A Pantanal Cap, uma empresa de título de capitalização, foi fechada e lacrada na tarde desta quarta-feira (2), pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) e a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), após cumprimento de mandado de busca e apreensão durante a sexta fase […] O post Sede do Pantanal Cap é lacrada, após 9 horas de buscas apareceu primeiro em Diário Digital.

A Pantanal Cap, uma empresa de título de capitalização, foi fechada e lacrada na tarde desta quarta-feira (2), pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) e a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), após cumprimento de mandado de busca e apreensão durante a sexta fase da Operação Omertà, denominada “Arca de Noé”.  A justiça ainda determinou a suspensão das atividades da empresa e o bloqueio de R$ 18 milhões de suas contas.

Foram 9 horas de buscas, até os agentes do GAECO deixarem a empresa levando malotes com documentos, computadores e arquivos apreendidos. Conforme divulgado pelo MPMS  (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), “as infrações penais apuradas nesta fase referem-se à organização criminosa, exploração de jogo do bicho e lavagem de dinheiro”.

O consultor de gestão da Pantanal Cap e um advogado da empresa acompanharam o trabalho dos agentes. Segundo Guto Dobes, toda a movimentação financeira é administrada por uma empresa de comercialização de títulos do Rio Grande do Sul que é a Aplub (Associação dos Profissionais Liberais Universitários do Brasil).  

“Pelo pouco que tivemos acesso, a alegação no mandado é que somos envolvidos com coisas ilícitas, mas o Pantanal Cap é a marca da empresa que tem contrato com outras duas. O título é emitido pela Aplub e a Apae Brasil que é a entidade beneficiada. Temos como provar cada centavo que entra e é repassado a responsável pela emissão dos títulos”, explicou o gestor.

O advogado Rafael Silva de Almeida, disse que a defesa não teve acesso a decisão judicial e vai solicitar a consulta ao processo que corre em segredo de justiça.

“Nós não tivemos acesso aos autos para termos conhecimento dos pontos que levaram à justiça a esta medida cautelar. O que nos gera estranheza é que na fase anterior da operação, quando cerca de 400 títulos foram apreendidos, a justiça determinou a devolução e, agora, ordena encerrar as atividades da empresa”, refere-se o advogado a quarta fase da Omertà,  “Black Cat”, quando houve a apreensão de talonários da Pantanal Cap.

Por precaução, a empresa pediu para que quase 3500 vendedores saiam das ruas e interrompeu as vendas de cartelas.

“Fomos surpreendidos pela ação e vamos reverter isso o mais rápido possível para que o sorteio do próximo domingo ocorra e nossos clientes não fiquem prejudicados”, garantiu Dobes.

O gestor afirma que não trabalha com a hipótese de o sorteio ser cancelado. Caso necessário, apenas adiado. Ele garantiu que os compradores não serão lesados.

Na sexta fase da Operação “Omertá” foram cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão direcionados aos integrantes da organização criminosa relacionada a execuções em Mato Grosso do Sul e dedicada à operacionalização do jogo do bicho na Capital e em cidades do interior, de acordo com nota divulgada pelo MPMS.

O deputado estadual Jamilson Name, também foi um dos alvos da Operação, por volta das 6h da manhã, policiais estiveram na casa dele, no Bairro Itanhangá Park, para cumprir mandado de busca e apreensão. Jamilson  é filho do empresário Jamil Name e irmão de Jamil Name Filho, presos desde outubro do ano passado, no Presídio Federal de Mossoró (RN), apontados como líderes de uma milícia armada responsável por execuções.

Depois de mais de quatro horas dentro da residência e a utilização de uma máquina de contar cédulas, o GAECO deixou o local com malotes.

A Pantanal Cap, pertence à família Name e, segundo as investigações, seria usada de fachada para comandar jogos ilegais de azar.

A operação contou ainda com o apoio de equipes da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, por meio dos Batalhões de Choque e Bope e do Policiamento Tático da PM da Capital. Nos locais de busca foram apreendidos, até o momento, valores em dinheiro, computadores, documentos e celulares.

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