Diário Digital Superlotação em presídio dificultou negociação para libertar agente feito refém por detentos

Superlotação em presídio dificultou negociação para libertar agente feito refém por detentos

A superlotação na Unidade Penal Ricardo Brandão, em Ponta Porã (MS), dificultou a negociação para libertar o agente penitenciário feito refém durante motim dos detentos que terminou na madrugada deste sábado, 2 de Janeiro, após 10 horas. A informação é do presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciário, Sinsap, André Luiz Garcia Santiago. Segundo ele, o […] O post Superlotação em presídio dificultou negociação para libertar agente feito refém por detentos apareceu primeiro em Diário Digital.

A superlotação na Unidade Penal Ricardo Brandão, em Ponta Porã (MS), dificultou a negociação para libertar o agente penitenciário feito refém durante motim dos detentos que terminou na madrugada deste sábado, 2 de Janeiro, após 10 horas. A informação é do presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciário, Sinsap, André Luiz Garcia Santiago.

Segundo ele, o presídio tem capacidade para 324 detentos, mas abriga atualmente 620 homens. “Além disso, no plantão só tinha cinco servidores”, acrescenta. Conforme o sindicalista, houve redução no número de servidores e horas trabalhadas, prejudicando a manutenção da segurança.

Ainda de acordo com Santiago, a própria estrutura física da unidade também dificultou a negociação, o que precisa ser equacionado. O sindicalista informou que o servidor feito refém já está repousando em casa e passa bem.

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Negociação com presidiários durou mais de 10 horas (Foto: Tião Prado - Pontaporainforma)

O agente ficou refém por cerca de 10 horas. Três internos que inicialmente renderam o trabalhador e outros quatro que também estavam envolvidos foram transferidos para um presídio em Campo Grande.

Conforme a Secretaria de Segurança,  a crise começou por volta das 16 horas de sexta-feira (1), quando o agente penitenciário foi feito refém por três internos que o renderam e o puxaram para dentro de uma das celas disciplinares.

Outros quatro internos que também dividiam a cela, mas no momento permaneceram no solário também estavam envolvidos. Conforme a secretaria, a ação foi isolada e não teve adesão do restante da massa carcerária, não configurando rebelião.

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(Foto: Tião Prado - Pontaporainforma)

O interno que liderou o grupo solicitava transferência para Santa Catarina e os demais maior atenção nos processos judiciais. Segundo eles, a intenção dessa ação era chamar a atenção da mídia e da Justiça.

Logo que a situação foi instalada, o presídio recebeu reforço na segurança com a presença de mais  agentes penitenciários que se deslocaram até o local, assim como policiais militares da cidade.

Também participaram do reforço policiais do Batalhão de Choque, Departamento de Operações de Fonteira, Polícia Civil e Comando de  Operações Penitenciárias. O Batalhão de Operações Especiais (BOPE) também esteve no estabelecimento Penal, assumindo as negociações por volta das 22 horas.

“Os trabalhos se concentraram no diálogo e, com responsabilidade, buscando-se ao máximo garantir a integridade física do servidor feito refém, bem como dos internos envolvidos, além de assegurar a segurança da unidade prisional como um todo”, diz a Secretaria em nota. Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), acompanharam trabalhos.

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