“Tive um surto psicótico, não me lembro”

Com diversas passagens pela polícia por furto, estelionato e falsidade ideológica, Pâmela Ortiz encara o Tribunal do Júri nesta quinta-feira (11) por um homicídio que chocou Campo Grande. Ela é acusada de matar Dirce Santoro Guimarães que, na época do crime, tinha 72 anos. A idosa foi morta após ter o rosto chocado contra o […] O post “Tive um surto psicótico, não me lembro” apareceu primeiro em Diário Digital.

Com diversas passagens pela polícia por furto, estelionato e falsidade ideológica, Pâmela Ortiz encara o Tribunal do Júri nesta quinta-feira (11) por um homicídio que chocou Campo Grande. Ela é acusada de matar Dirce Santoro Guimarães que, na época do crime, tinha 72 anos. A idosa foi morta após ter o rosto chocado contra o meio fio até ficar desfigurado. Pâmela alega que agiu em legitima defesa e não se lembra do assassinato porque segundo ela sofreu um surto psicótico naquela data, 19 de fevereiro de 2019. Ela foi presa seis dias depois.

Vítima e acusada eram amigas. Pâmela ganhou a confiança da idosa a quem chamava de "vovó" e prestava serviços com transporte levando Dirce Guimarães para os lugares onde precisava se deslocar. No entanto, a vítima teria descoberto que Pâmela estaria usando seu cartão de crédito e questionou. Foi assim que surgiu a desavença.

No julgamento que começou às 08 horas, a ré foi ouvida assim como duas testemunhas de acusação. Em seu depoimento Pâmela explicou que a idosa era sozinha, não tinha filhos e era viúva. Ela nega que cobrava para transportar a idosa nos lugares como médico ou mercado e que fazia com a intenção de ajudar. Durante todo o depoimento ela se manteve tranquila e com fala bem articulada.

" Conheci a Dirce em 2019 no posto de saúde quando estava acompanhado meu filho de 6 anos que é portador de deficiência. Ela estava sozinha e começamos a conversar. Resolvi oferecer uma corona e tínhamos uma amiga em comum. Logo em seguida Dirce pegou meu número e sempre me ligava até que um dia pediu para levar ela em uma loja para comprar um fogão. E compramos o fogão. Outro dia ela pediu pra comprar um ventilador eu a levei, sempre sem cobrar nada pelo fato dela viver apenas com um salário mínimo. Dias se passaram apresentei ela a minha mãe e minha vó e viramos todas amigas. Até que começaram a surgir compras no cartão dela", explicou.

Ainda em seu depoimento Pâmela disse que levou a vítima até o centro da cidade, na Rua 14 de julho, para verificar que compras tinham sido feitas. "Foi preciso trocar o cartão e nisso ele acabou sendo cadastrado no meu celular, mas eu nunca usei o cartão da Dirce sem permissão dela, no dia crime ela acabou me ofendendo e começamos a discutir. Nesse momento Dirce deu um tapa na minha cara fiquei nervosa fomos andar pelo região do Indubrasil para tentar se resolver, mas ela bateu novamente em minha cara. Parei o carro e Dirce saiu dizendo que ia embora a pé. Eu não quis deixar e acabei batendo a cabeça dela no meio fio. Daí não lembro mais nada. O psicóloga disse que sofri um surto psicótico", afirma a ré.

A defesa de Pâmela é realizada pelo defensor público, Rodrigo Stochiero. Ele explicou que a ré alega a situação de legítima defesa e os jurados têm que avaliar se há elementos ou não para concordar. " A defesa vai trabalhar com a redução de pena, pois entendemos que algumas qualificadoras estão sem provas. É é possível que amenizamos a pena de Pâmela", explica Stochiero.

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Defensor Público do caso Pâmela Ortiz (Foto Luciano Muta)

Versão das testemunhas

A primeira testemunha a ser ouvida foi a empregada doméstica e amiga da vítima, Adriana Alves. Segundo ela, Pâmela se mostrava amiga, uma pessoa confiável. " Nunca ia imaginar tamanha crueldade. Eu era vizinha da Dirce há mais de 5 anos, ela não tinha filho era viúva então sempre que podia eu visitava ela. Quando fiquei sabendo da amizade de Pâmela e Dirce fiquei feliz, até por que ela precisava. Sempre que Dirce pegava uma carona com Pâmela ela pagava, nunca foi de graça como a suspeita alega, mas ela estava desconfiada pois começaram a surgir compras em nome da Dirce e o cartão dela tinha sumido. No dia do crime passei cedo na casa da minha amiga ela afirmou que estava esperando Pâmela para ir até o centro. E ela acabou não voltando só ficamos sabendo do crime quando procurando a delegacia para registrar o boletim e pegamos uma imagem das câmeras da vizinha onde mostra Pâmela saindo com Dirce às 9h da manhã", explicou Adriana.

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Adriana era amiga da vítima e foi ela que reconheceu o corpo ( Foto Luciano Muta)


O segundo a prestar depoimento foi Welligton Flores. Ele é agente de saúde da região onde Dirce morava e sempre visitava a idosa. "Conheci a Dirce em 2013. Além de cuidar da saúde dela viramos amigos. Uma vez ela comprou um celular pra mim eu paguei todas as parcelas. Ela estava feliz com a presença da Pâmela que ajudava bastante. Até que la me comunicou que estava desconfiada da amiga pois várias compras em seu cartão tinham sido registradas", afirmou.

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Testemunha era agente de saúde e amigo de Dirce (Foto Luciano Muta)

Ainda em seu depoimento, Pâmela contou como tirou a vida de Dirce. Aos poucos ela acabou confirmando que bateu a cabeça da vítima. Assustada, arrastou o corpo até uma árvore e lá deixou. " É injusto alegar ocultação de cadáver eu deixei o corpo bem à mostra realmente para alguém encontrar. Após o crime fiquei sem reação e acabei me escondendo em um hotel", alegou.

Pâmela está sendo julgada pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

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Fotos Luciano Muta

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