“Vagas de UTI surgem só depois de óbito”

Mato Grosso do Sul confirmou 1.222 casos de Covid-19 nesta sexta-feira (19) e chegou a 200.017 registros da doença desde o começo da pandemia. Em mortes, desde o começo da pandemia foram 3.775, com 36 sendo confirmadas nas últimas 24 horas. Campo Grande registrou 21 óbitos, Dourados 4, Camapuã 3, Naviraí e Sonora 2, e […] O post “Vagas de UTI surgem só depois de óbito” apareceu primeiro em Diário Digital.

Mato Grosso do Sul confirmou 1.222 casos de Covid-19 nesta sexta-feira (19) e chegou a 200.017 registros da doença desde o começo da pandemia. Em mortes, desde o começo da pandemia foram 3.775, com 36 sendo confirmadas nas últimas 24 horas. Campo Grande registrou 21 óbitos, Dourados 4, Camapuã 3, Naviraí e Sonora 2, e outras quatro cidades um cada: São Gabriel do Oeste, Três Lagoas, Sidrolândia e Ponta Porã. Com as novas mortes a média móvel nos últimos 7 dias sobe para 30,3. Já a taxa de letalidade da doença permanece em 1,9%.

O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, disse durante transmissão ao vivo do boletim epidemiológico nesta sexta-feira (19), que o número de mortes registradas em março - que ainda não terminou – 417, já supera o de todo o mês de fevereiro, que foi de 407.

Geraldo Resende ressaltou que MS não tem mais condições de abrir novos leitos de UTI, por falta de estrutura e de mão de obra. O gestor da saúde estadual afirmou que nesta sexta-feira o Estado bateu novamente o recorde de pacientes internados por causa da Covid-19.

Com uma taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 de 105% na manhã desta sexta-feira, o secretário comentou sobre uma “triste” realidade enfrentada pelo Estado, a de que as vagas que estão surgindo para internações são oriundas dos óbitos que estão ocorrendo. “Mal os leitos são liberados e já tem outros pacientes para ocupá-los”.

A preocupação, para o titular da SES (Secretaria Estadual de Saúde), tem a ver com quantidade de hospitalizados em leitos de terapia intensiva ou clínicos - são 968, conforme boletim, o que é maior índice em toda a pandemia.

"Não temos nenhuma vaga em leito de UTI neste momento. As vagas que estão surgindo são oriundas de óbitos que estão acontecendo. Pacientes aguardando nas filas, das centrais de regulação do Estado e dos municípios, para ter acesso a leitos.", ressaltou Resende.

A macrorregião de saúde de Campo Grande está com todas as unidades de terapia intensiva ocupadas, seja para casos de covid-19 ou não. Além disso, há um excedente na ocupação, de 5%, de pessoas em estruturas improvisadas ou inadequadas.

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