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Cidades Falta de fiscalização conecta Boate Kiss a Brumadinho, diz associação

Falta de fiscalização conecta Boate Kiss a Brumadinho, diz associação

Tragédia em Santa Maria (RS) completa seis anos; presidente da AVTSM diz que fiscalização precisa ser constante para evitar novas tragédias

  • Cidades | Beatriz Sanz, do R7

Pessoas em Brumadinho não têm notícias de familiares

Pessoas em Brumadinho não têm notícias de familiares

Washington Alves/Reuters - 27.1.2019

Na madrugada de 27 de janeiro de 2013 as chamas consumiram a vida de 242 pessoas que estavam na Boate Kiss, em Santa Maria, Rio Grande do Sul.

Quase seis anos depois, no dia 25 de janeiro, a barragem de Córrego do Feijão se rompeu em Brumadinho, Minas Gerais, deixando dezenas pessoas mortas e outras centenas de desaparecidas até o momento.

Para Sérgio da Silva, presidente da AVTSM (Associação dos Parentes das Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria), as duas tragédias que comoveram o país estão relacionadas. "Infelizmente é o que se repetiu agora em Minas: a impunidade, a falta de fiscalização e a imoralidade", argumenta.

Silva destaca que é apenas "questão de tempo" para que tragédias como essa voltem a acontecer sem vistorias constantes. "Não teria adiantado ter mais portas ou mais sinalização [na boate], se não havia fiscalização."

O incêndio faz seis anos neste domingo (27) sem que nenhum culpado tenha sido apontado pela Justiça. O processo continua a se arrastar pelos tribunais. Cerca de 636 pessoas se feriram na ocasião.

Vai e vem na Justiça

Elisandro Spohr, Mauro Hoffmann, Marcelo Santos e Luciano Bonilha são acusados de homicídio por dolo eventual (quando se assume o risco de matar). Os dois primeiros são sócios da boate enquanto os outros são membros da banda que tocava durante a festa.

Os acusados ainda não foram julgados porque no fim de 2017, o Tribunal de Justiça (TJ-RS) decidiu desconsiderar a acusação de dolo (intenção).

Até hoje não houve julgamento sobre o incêndio

Até hoje não houve julgamento sobre o incêndio

Evelson de Freitas/Estadão Conteúdo

Assim, eles não seriam julgados por um Tribunal do Júri. Um juiz iria definir uma pena, caso eles fossem considerados culpados.

No entanto, tanto o Ministério Público do Rio Grande do Sul, quanto a defesa das vítimas estão recorrendo contra essa decisão para colocar os acusados no banco dos réus.

Construção do Memorial

O governo de Santa Maria já confirmou a intenção de construir um Memorial em homenagem às vítimas.

O projeto arquitetônico foi escolhido em um concurso. No entanto, a construção só iniciará depois que o julgamento acontecer.

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