Folha Vitória 4 em cada 10 homens deixaram de procurar o urologista durante a pandemia

4 em cada 10 homens deixaram de procurar o urologista durante a pandemia

A redução significativa nos consultórios urológicos da instituição foi acompanhada pela queda na realização da coleta do PSA (antígeno prostático específico), um dos exames solicitados para rastreamento do câncer de próstata

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Foto: Reprodução/Pexels
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Quatro em cada 10 homens deixaram de lado sua consulta com o urologista desde o início da pandemia. A análise compara dados de março a setembro de 2019 com o mesmo período deste ano, de acordo um levantamento realizado pelo HCor.

A redução significativa nos consultórios urológicos da instituição foi acompanhada pela queda na realização da coleta do PSA (antígeno prostático específico), um dos exames solicitados para rastreamento do câncer de próstata em homens assintomáticos.

“Nos meses de abril e maio, quando tivemos um isolamento social mais rígido no estado, essa proporção chegou a ser inversa, ou seja, a cada 10 homens somente três mantiveram sua rotina de consultas”, destaca o urologista, Dr. Alexandre Pompeo.

Pompeo reforça que a ida aos consultórios e a realização de exames de sangue e toque permite não somente o diagnóstico precoce do câncer de próstata, como também quadros de prostatite – infecção ou inflamação da próstata – e hiperplasia benigna da próstata, que ocorre quando há aumento de tamanho da glândula.

De acordo com o especialista, isoladamente, o PSA não auxilia na tomada de condutas clínicas. Por isso, a comunidade médica defende um rastreamento que contemple avaliação de fatores de risco e histórico familiar, bem como a realização do toque retal e outros exames complementares.

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) orienta que consultas periódicas devem ser feitas por todos os homens acima de 50 anos, ou a partir dos 45 anos, por aqueles que apresentam fatores de risco, tais como: história de câncer de próstata na família, obesidade ou pacientes negros.

Sobre o câncer de próstata

O Novembro Azul é mundialmente conhecido como o mês de conscientização e combate aos tumores de próstata, promovendo a prevenção da doença, que é, hoje, o tipo de câncer mais frequente em homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma).

A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é de 65,8 mil novos casos para cada ano do triênio 2020-2022 no Brasil. No entanto, segundo o urologista, se diagnosticados precocemente, esses casos têm até 90% de chances de cura.

“O câncer de próstata costuma ser silencioso. Sinais e sintomas como micção frequente, fluxo urinário fraco ou interrompido, vontade de urinar frequentemente à noite, sangue na urina ou no sêmen e disfunção erétil, costumam aparecer somente em quadros mais avançados” explica.

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