Folha Vitória Advogado é preso por agressão em boate na Praia do Canto e paga R$ 1 mil de fiança

Advogado é preso por agressão em boate na Praia do Canto e paga R$ 1 mil de fiança

Guilherme Deps Cabral é presidente de uma comissão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES). Autuado por lesão corporal e injúria racial, o advogado foi liberado após pagar fiança e nega as acusações

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Foto: Leitor / WhatsApp
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O advogado Guilherme Deps Cabral, de 26 anos, foi preso em flagrante suspeito de agredir dois seguranças de uma casa de shows na Praia do Canto, em Vitória. Segundo as vítimas, ele ainda xingou um dos seguranças utilizando termos de cunho racial.

O advogado, que é presidente da Comissão de Startups, Proteção de Dados e Inovação da Ordem dos Advogados do Brasil no Espírito Santo (OAB-ES), foi levado para a Delegacia Regional de Vitória, onde foi autuado por lesão corporal e injúria racial. 

O delegado de plantão arbitrou uma fiança de R$ 1 mil em desfavor do advogado, que pagou o valor, foi liberado e responderá ao processo em liberdade.

Entenda o caso

A confusão aconteceu na madrugada do último sábado (03). Segundo os policiais militares que atenderam a ocorrência, um dos seguranças do estabelecimento contou que foi agredido, com um soco na boca, por Guilherme, que, de acordo com o segurança, estava visivelmente embriagado.

Outros dois seguranças — um homem e uma mulher — foram chamados para conter a confusão. Ainda segundo a PM, ele teria agredido a funcionária que foi apartar a briga. O outro funcionário conseguiu imobilizar o advogado até a chegada da polícia.

Os dois homens que faziam a segurança do local disseram, em depoimento na delegacia, que Guilherme xingou o funcionário agredido, utilizando termos de cunho racista. 

O OUTRO LADO

No entanto, o advogado de defesa, Gustavo Varella Cabral, negou as acusações, afirmando que seu cliente não fez nenhuma referência à cor da pele do segurança.

"Estamos aguardando para apurar o que realmente aconteceu. Porque o que temos é a versão apenas dos seguranças. Guilherme disse que realmente houve contato físico, mas em nenhum momento foi racista", afirmou o advogado.

A Polícia Militar informou, por meio de nota, que ao ser questionado pelos militares sobre o que teria ocorrido no local, Guilherme disse que estava bebendo com amigos e que não se lembrava do que havia acontecido. 

Ainda de acordo com a PM, na delegacia, o advogado admitiu ter discutido com o segurança, mas informou que não houve ofensas raciais. No depoimento, ele também negou as agressões. 

"(...) O indivíduo disse que estava bebendo com amigos e que não se lembrava do que tinha ocorrido. Diante dos fatos, todos foram encaminhados para a Delegacia Regional de Vitória", descreveu nota enviada pela Polícia Militar 

O QUE DIZ A OAB-ES

A OAB-ES informou que está acompanhando as apurações sobre o caso para, se necessário, tomar as providências cabíveis, observando o Código de Ética e Disciplina e as prerrogativas da advocacia.

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