Folha Vitória Advogado é vítima de golpe e tem número clonado na Serra

Advogado é vítima de golpe e tem número clonado na Serra

Neste caso, os amigos do advogado não caíram no golpe e não enviaram o dinheiro exigido pelo golpista

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Foto: pexels
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O celular do advogado Edimario Araújo da Cunha se transformou em sinônimo de dor de cabeça nos últimos dias. Após ter o número clonado, criminosos tentaram se passar por ele e aplicar golpes pelo WhatsApp. Apesar da clonagem, o crime não deu certo, pois os amigos do advogado não transferiram o dinheiro exigido.

Atuando há 13 anos como advogado e morador do município da Serra, Edimario contou que o pesadelo começou quando ele recebeu a ligação de uma colega de trabalho dizendo que havia alguém utilizando um número de WhatsApp com a foto e o nome dele.

O advogado decidiu adicionar o número do golpista em seu no celular e começou a conversar com o criminoso, que a todo momento, negava o golpe.

"Eu entrei em contato e verifiquei que, de fato, tinha meu nome no WhatsApp dele e minha fotografia, mas e ele negou. Simplesmente dizia que não estava utilizando, mas sim, utilizou", contou a vítima.

Edimario chegou a receber mensagens de outros amigos relatando o golpe. Durante a conversa com os contados do advogado, o golpista não especificava valor, mas chegou a enviar o número de uma conta para que o dinheiro fosse depositado.

"Ele estabeleceu o contato como se fosse eu e mandou dados bancários de uma pessoa jurídica, de uma empresa, para fazer o depósito como se eu tivesse solicitando esse depósito", explicou.

O golpe foi aplicado através de um número desconhecido e o criminoso usou o nome e a foto dele utilizada no perfil. Além disso, o golpista teve acesso à agenda de contados de Edimario e por isso conseguiu mandar mensagens para os amigos da vítima.

Problema constante

A clonagem de Whatsapp é um golpe que pode trazer graves transtornos para as vítimas. Com ele é possível que uma pessoa seja imitada por outra que esteja má intencionada. Podendo o golpista realizar até mesmo a extorsão de familiares e amigos da vítima.

O especialista em crimes cibernéticos Eduardo Pinheiro explicou que este golpe pode ser aplicado de duas maneiras diferentes.

"Esse golpe de clonagem da conta do WhatsApp na verdade, ocorre em duas modalidades. Primeiro é a clonagem em si, onde o criminoso utiliza uma linha diferente e apenas usa a foto e tem o conhecimento de alguns números de contatos da vítima para solicitar quantias em dinheiro. O segundo é o 'sequestro' da conta do WhatsApp e nessa modalidade o criminoso consegue capturar a conta da vítima e assim vai ter acesso a todos os seus contatos, fazendo um estrago muito grande!", explicou o especialista.

Na situação do advogado, nenhum amigo abordado chegou a depositar dinheiro para o criminoso. Edimario alerta que há cerca de duas semanas, vários advogados que atuam no Espírito Santo foram vítimas do mesmo golpe.

"Vários colegas relataram ter sofrido o mesmo crime. Especificamente eles tem focado em advogados que tem muita interação nas redes sociais", disse.

Para o mestre em Segurança Pública Thiago Andrade, é de suma importância que as vítimas que sofreram com este golpe registrem o boletim de ocorrência.

"Ao ser vítima do crime, não deixe de registrar a ocorrência na delegacia, seja de forma online ou seja de forma física, para que a ´Polícia Civil possa começar as investigações e identificar esses criminosos uma vez que geralmente são os mesmos que praticam esses atos ilícitos", afirmou Andrade.

Segundo informações da Polícia Civil, o boletim de ocorrência deste caso foi registrado no 10º Distrito Policial e segue sob investigação. 

A polícia também informou que em casos onde acontecem envio de dinheiro, geralmente, os depósitos são feitos em contas de bancos em outro estado e a apuração deve ser feita na delegacia da cidade a qual a agência recebeu o depósito.

Para isso é necessário que a vítima, no momento do registro da ocorrência, faça a representação criminal e apresente os comprovantes dos depósitos.

* Com informações da repórter Marla Bermudes, da TV Vitória/RecordTV

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