Folha Vitória Após condenação de soldado da PM, vítima desabafa: 'tirei uma mochila das costas'

Após condenação de soldado da PM, vítima desabafa: 'tirei uma mochila das costas'

O soldado Alex Lopes Neves foi condenado a mais de 12 anos de prisão, em regime fechado, por atirar contra o jovem

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Foto: Reprodução / Instagram
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Alívio! Essa é a sensação da família do universitário Caio Rodriguez de Oliveira. Quase um ano após o jovem ser baleado por um Polícia Militar e ficar paraplégico, o caso foi a júri popular. O crime aconteceu em março de 2019, na Rodovia do Sol, em Ponta da Fruta, Vila Velha.

Em uma rede social, Caio desabafou. "Hoje acordei sentindo que tirei uma mochila das costas! Aliviado que a justiça no Brasil pode demorar, mas não falha", escreveu. 

O soldado Alex Lopes Neves foi condenado a 12 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, por atirar contra o jovem. O réu foi submetido ao tribunal do júri, na última segunda-feira (25), e foi condenado pelo crime de tentativa de homicídio duplamente qualificado, em razão da motivação fútil e recurso de dificultou a defesa da vítima. O policial militar continua preso.

Em sua sentença, o juiz substituto Douglas Demoner Figueiredo, da 4ª Vara Criminal de Vila Velha, manteve a prisão preventiva do acusado, a pedido do Ministério Público Estadual (MPES).

O policial foi preso no dia 3 de abril de 2019, quatro dias depois do crime. A prisão aconteceu dentro do 4º Batalhão da Polícia Militar, no Ibes, em Vila Velha. De acordo com informações da Polícia Civil, Alex foi ao batalhão entregar um pedido de afastamento médico, mas acabou sendo preso antes.

Na época do crime, o soldado da PM afirmou, em depoimento, que agiu em legítima defesa. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Alan Andrade, da DHPP de Vila Velha, o militar confessou ter atirado contra o universitário, que na época tinha 24 anos. Ele alegou que o disparo ocorreu após uma discussão entre os dois, motivada por uma fechada que o policial teria levado do estudante. Já a vítima, segundo o delegado, negou ter havido briga.

Ferido e sem o movimento das pernas, Caio perdeu o controle da direção do automóvel e bateu em uma vegetação, após ser atingido pelo disparo. Comerciantes presenciaram o ocorrido e acionaram a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).

*Com informações do repórter Lucas Pisa, da TV Vitória/Record TV. 

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