Folha Vitória Brasil pode aprovar teste genômico que evita quimioterapia em mulheres

Brasil pode aprovar teste genômico que evita quimioterapia em mulheres

Um estudo aponta que cerca de 69% das pacientes, que inicialmente tinham sido recomendadas a receber quimioterapia, foram poupadas dos efeitos colaterais do procedimento

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Foto: Davi Monteiro
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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está realizando consulta pública para a avaliar a liberação de um novo teste genômico que pode evitar o encaminhamento de mulheres com câncer de mama em estágio inicial para tratamento de quimioterapia. A população pode participar da consulta até o próximo dia 21. 

Os resultados de um programa de experiência clínica do Oncotype DX Breast Recurrence Score foram apresentados no congresso Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) de 2020 e abriram a discussão. 

O estudo, que teve uma parcela realizada em pacientes tratadas no Hospital Pérola Byington, em São Paulo, revelou que cerca de 69% das pacientes brasileiras, que inicialmente tinham sido recomendadas a receber quimioterapia, foram poupadas e receberam terapia hormonal isoladamente. 

As mulheres que passaram pelo novo tratamento não passaram pelos efeitos colaterais, como fadiga, náuseas, perda de cabelo, entre tantos outros provocados pela quimioterapia. Além de grande benefício econômico para o Sistema Público de Saúde (SUS).

O mastologista André Mattar, explica que a aplicação do tratamento que melhor se adequá a cada tipo de paciente. "É importante a utilização desses estratégias porque além de prevenir e tratar o câncer de mama precocemente, é possível a descoberta do melhor tratamento para cada paciente” disse. 

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Vilmar Marques, das 30 pacientes que foram avaliadas, cerca de 70% não necessitaram da quimioterapia. “Foi um ganho muito grande. Inclusive, alguns convênios já estão disponibilizando sem a necessidade judicial”, afirma Marques. 

Os critérios para a escolha das pacientes foram a presença de Carcinoma Invasivo (qualquer subtipo), T1 e T2, N0 e N1 (até 3 linfonodos) e Luminais (A e B).

O teste desenvolvido demonstra uma mudança de prática no uso de quimioterapia e evita o excesso de sobretratamento. “Além de conseguirmos identificar quais pacientes de fato se beneficiarão da quimioterapia, observamos também um melhor uso dos recursos de saúde”, comenta o médico.

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