Folha Vitória Brasil será líder global em Open Banking e Finance, preveem especialistas

Brasil será líder global em Open Banking e Finance, preveem especialistas

Um Campfire da Open Banking Excellence destacou a iniciação de pagamentos no Brasil e abordou o tema “o ecossistema de Open Banking” do país. Entre os convidados estavam representantes da Mastercard, Banco Central do Brasil, Itaú Unibanco e mais.

O ecossistema de Open Banking e Finance do Brasil em breve será o maior do mundo, segundo palestrantes em evento do setor. A Open Banking Excellence (OBE), uma comunidade global de conhecimento que impulsiona a evolução dos ecossistemas de Open Finance, reuniu os principais players do setor em torno de um Campfire digital para comemorar o lançamento da iniciação de pagamentos no Brasil e discutir visões sobre o futuro a seguir.

Nos últimos 12 meses, o Brasil se moveu em um ritmo surpreendente ao construir um ecossistema de Open Banking e agora Open Finance de classe mundial. Este ano, o Conselho Monetário Nacional juntamente com o Banco Central do Brasil emitiu uma resolução que lançou oficialmente um projeto de Open Finance no país e o Mercado Pago se tornou o primeiro iniciador de pagamentos no Brasil.

A fundadora da OBE, Helen Child, conversou com Thomas Camargo, vice-presidente de Open Finance da Mastercard Brasil, para discutir os desafios e as inúmeras lições aprendidas com a implementação deste ecossistema no país.

Thomas disse: “As possibilidades que o Open Finance traz para o mercado são acompanhadas por várias oportunidades para as instituições. Por isso, temos trabalhado para demonstrar nossa experiência no assunto em regiões como Europa, Ásia e EUA, que nos fazem um parceiro importante neste momento, também para o Brasil.”

O Campfire contou com sessões em inglês e português. A discussão em português, que foi presidida por Leandro Pupe Nóbrega, Líder de Operações de Produtos da Belvo, teve como foco a adoção da iniciação de pagamentos no Brasil.

Ana Paula Nunes Cerchiari Almeida, Superintendente de Digital Cash Management & Open Banking do Itaú Unibanco, disse: “A gente acredita que a iniciação de pagamentos traz uma ótima oportunidade do ponto de vista do cliente. Acredito que após esse estágio inicial de estabilização das plataformas de Open Finance a tendência é a gente ver aqui no Brasil o aumento expressivo de iniciadores trazendo diferentes soluções, diferentes benefícios para atender as necessidades dos nossos pagadores e dos nossos recebedores e acredito que a gente vai ter uma adoção tanto de instituição quanto do ponto de vista dos usuários dessas soluções.”

Janaína Pimenta Attie, Analista do Departamento de Regulação do Banco Central do Brasil, responsável pelo processo de Iniciação de Pagamentos na iniciativa de Open Banking, disse: “O processo de implementação do Open Banking aqui no Brasil apesar de muito recente já tem apresentado resultados bastante concretos e expressivos, especialmente se a gente for pensar em sua amplitude de escopo, quantidade de participantes e na complexidade resultante disso.”

“Com a iniciação de pagamento, a gente tem a junção de dois projetos estratégicos e bastante importantes do Banco Central que é o Open Finance com o PIX. A nossa expectativa é que os resultados dessa junção tragam benefícios bem significativos especialmente para os usuários recebedores, lojistas, comércio, clientes - até porque a iniciação explora um segmento de utilização do PIX com um potencial de crescimento bastante relevante, as melhorias de usabilidade de pagar com PIX via iniciador são um diferencial interessante para essa experiência nesse ambiente”, disse Janaína.

Luigi Iervolino, Diretor e Head de Open Finance na BIP Brasil, disse: “As instituições estão se preparando para transformar literalmente a jornada dos clientes incluindo essas novas possibilidades que a iniciação de pagamentos permite, simplificando o onboarding e a transferência de pagamentos.”

Na parte em inglês do Campfire, pioneiros do Reino Unido foram convidados a compartilhar seus aprendizados sobre a implementação de Open Banking e Finance.

Gavin Littlejohn, Presidente Executivo da FDATA, disse: “No Brasil, é fundamental que as diretrizes de experiência do cliente sejam implementadas e que as autoridades reguladoras busquem uma abordagem de padronização. É possível inovar além disso, mas ter um limite mínimo de alta qualidade é um ótimo ponto de partida.”

Ele também deu uma sugestão sobre como impulsionar a adoção: “Como indústria, precisamos dar às autoridades reguladoras melhores ferramentas para garantir que as empresas estejam em conformidade com os requisitos mínimos do mercado. Além disso, precisamos começar a alinhar os incentivos comerciais e iniciar o processo de habilitação de funcionalidades além dos requisitos mínimos.”

Huw Davies, Cofundador e Chief Commercial Officer da Ozone API, compartilhou alguns aprendizados tirados de seu tempo liderando o desenvolvimento do ecossistema de Open Banking no Reino Unido: “Tivemos um bom momento no Reino Unido recentemente, particularmente em torno da aceitação de pagamentos.”

Ele acrescentou: “O Brasil teve uma enorme vantagem de  aproveitar os aprendizados do Reino Unido com padrões obrigatórios e regimes de conformidade fortes e criou uma base para um ecossistema de alto desempenho.”

Ralph Bragg, Fundador e CTO da Raidiam, disse: “A verdadeira evolução ocorre quando bancos e provedores olham além do mandato regulatório e do que está sendo implementado”.

Ele acrescentou: “O Brasil aproveitou os aprendizados do Reino Unido e de outros mercados para entregar rapidamente, preencher algumas das lacunas e corrigir alguns dos erros que cometemos.”

“O Brasil tem a chance de aprender, fazer um balanço e implementar rapidamente, escolhendo a dedo o que há de melhor no mundo”, disse Bragg.

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