Folha Vitória Brasileiros viajam para os EUA mesmo sem saber falar inglês

Brasileiros viajam para os EUA mesmo sem saber falar inglês

Viagens internacionais estão em alta e brasileiros ainda não dominam o idioma internacional.

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Foto: Divulgação/DINO
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Os Estados Unidos continuam sendo o destino turístico preferido no Brasil. Somente no primeiro semestre deste ano, já foram emitidos 71.156 vistos B1/B2 (de negócio e turismo) - levantamento realizado pelo escritório de advocacia migratória AG Immigration Group junto ao Departamento de Estado. Esse número é equivalente aos vistos emitidos durante todo o ano de 2021.

Mesmo com essa predileção pelo país falante de língua inglesa, cerca de 95% da população brasileira não sabe falar o idioma, de acordo com pesquisa realizada pela British Council. Essa realidade, gera impacto na experiência do turista brasileiro que, por não conhecer a língua local, torna-se mais suscetível a situações de falha na comunicação. 

Em detrimento ao alto número de vistos emitidos, cresce também o interesse da população em aprender inglês para viagens. Como Amyrane Dantas, 27 anos, recifense, que foi para os Estados Unidos duas vezes, e recorreu a estes conteúdos específicos.

Em nenhuma das idas ao país americano, ela dominava a língua. “A primeira vez, vim com uns amigos e nós mal sabíamos o idioma. Passamos por momentos vergonhosos. Inclusive, uma noite resolvemos ir em um restaurante bem chique e lá descobri da pior maneira que “party of how many”, é como eles perguntam a quantidade de pessoas”, relembrou.

Situações como essas são mais frequentes do que se imagina. No dia a dia, o inglês falado pelos nativos não é tão fácil de associar com o que é ensinado nos cursos de idioma tradicionais. A pesquisa realizada pela British Council, ainda aponta que dos 5% dos brasileiros falam inglês, somente 1% da população possui fluência. 

Amyrane confirma isso quando, ao voltar para o país e tentar um emprego, precisou se esforçar ainda mais para aprender, pelo menos, o básico para conseguir alguma oportunidade. Em entrevista, ela conta que teve a ajuda de amigos locais para conseguir um trabalho como garçonete.

“Contei com a ajuda de um nativo e meti a cara para decorar palavras e frases relacionadas ao ‘mundo’ de uma lanchonete. Tudo ficou mais fácil quando comecei a trabalhar. Aprendi tanto que descobri que existe o jeito certo de fazer um pedido para não passar vergonha ou ser rude com estrangeiros”. Ela relata que procurou conteúdos online que a ajudassem a aprender mais rápido o inglês básico para viagem e para o ambiente de trabalho dela. Tudo isso com o objetivo de conseguir se comunicar melhor no país norte-americano.

OPÇÕES DE APRENDIZADO RÁPIDO E EFICIENTE

Para conseguir se comunicar, pedir informações, comida, pegar um transporte público e outras situações comuns de turistas sem dificuldade, os brasileiros passaram a buscar meios eficientes de aprender inglês, especificamente, para viagens.

Além da troca de experiência com amigos ou familiares que já viajaram, o interesse por conteúdos relacionados a “visto”, “diálogo em inglês” e “inglês básico para viagem” teve um aumento nas buscas de mais de 500%, de acordo com o Google Trends. 

O nicho de aprendizado de idiomas online sempre foi muito buscado, sobretudo durante a pandemia, quando estudar em casa era a única solução para continuar a aprender. Mas, com as fronteiras reabertas, o número de vídeos, eventos online e cursos voltados para preparar o brasileiro para viagens aumentou consideravelmente, conforme dados fornecidos pelo Google Trends. 

“Inglês no aeroporto”, “o que falar na alfândega” e “como pedir informação na rua”, são alguns dos assuntos mais procurados em blogs e canais do youtube.

A partir disso, professores de inglês que ensinam sobre esse assunto na internet, como a Carina Fragozo, observaram a crescente busca e passaram a disponibilizar cursos rápidos para que o aluno se prepare antes de viajar e consiga falar inglês com confiança para evitar “perrengues” no exterior.

"O mercado tem incrementado cursos rápido para atender a demanda de quem quer aprender inglês a tempo da viagem", disse a professora Carina Fragozo, do English in Brazil, instituição que desenvolveu a metodologia Survival English para dar segurança aos brasileiros que estão indo aos EUA pela primeira vez.

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