Folha Vitória Caminhoneiro teve mãos amarradas durante assalto que deixou prejuízo de R$ 12 mil

Caminhoneiro teve mãos amarradas durante assalto que deixou prejuízo de R$ 12 mil

De acordo com o relato da vítima, os suspeitos o renderam enquanto ele comprava alimentos que seriam levados para o Rio de Janeiro

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Foto: Reprodução TV Vitória
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Um motorista foi rendido e teve as mãos amarradas durante um assalto na Central de Abastecimento do Espírito Santo (Ceasa), em Cariacica. Os suspeitos roubaram R$ 12 mil, que seriam utilizados para a compra de produtos.

O crime aconteceu na noite desta terça-feira (11).  Wilton Rangel, de 53 anos,  conversou com a reportagem da TV Vitória/Record TV. Ele disse que num primeiro momento não desconfiou que seria assaltado. 

"Eu entrei com a boleia do caminhão. Um homem se aproximou e falou o nome do comprador e fez de conta que estava ligando para ele. Ele falou que o comprador não tinha atendido. Nessa hora, eu comentei que não estava entendendo, porque tinha conversado e que ele não tinha me informado nada disso. Nesse momento, eu comecei a desconfiar que tinha algo de errado. Foi então que ele (o suspeito) abordou e me disse para não reagir e mandou eu olhar para o lado onde estava o comparsa dele, armado. Eu desci do caminhão e eles me levaram para o baú", contou. 

O motorista de caminhão, depois de ser rendido pelos assaltantes, foi deixado com as mãos amarradas e preso dentro do baú. De acordo com ele, os suspeitos o ameaçavam constantemente. 

"Me levaram para dentro do baú. Um com a arma em punho o tempo todo me ameaçando de morte. Me espetaram com um cano na barriga falando que iam me matar. Mandaram que eu ficasse quieto, mas nem estava falando nada", relatou.

No momento em que estava preso, ele tentou pedir ajuda de pessoas que estavam próximas, mas não teve sucesso, já que ninguém entendeu o que estava acontecendo.

"Eu fiquei em torno de 10 a 15 minutos ajoelhados. Eu levantei e consegui tirar a corda. E comecei a socar a porta traseira que estava trancada. Até ouviram eu socando, mas não sabiam o que era. Fui até a porta lateral para pedir socorro e vi que estava aberta. Corri e consegui pedir ajuda em uma lanchonete".

O motorista vai à Ceasa duas vezes por semana para comprar e levar os produtos para o mercado municipal de Campos dos Goytacazes, Norte do Rio de Janeiro. O proprietário da mercadoria prefere que ele venha ao Espírito Santo, porque considera menos perigoso.

Os suspeitos fugiram com o dinheiro que pertence ao patrão de Wilson e que seria usado para comprar os produtos na Ceasa. A vítima relatou ainda que teve medo de morrer e, por isso, pensa em desistir do mercado. 

"Eu pensei logo na minha família. Pensei que iam me matar, porque um deles estava me cutucando com a arma. A qualquer momento ele poderia disparar", ressaltou.

Um boletim de ocorrência foi registrado na delegacia, mas até o momento nenhum suspeito foi localizado. Segundo o motorista, ele não vê seguranças fazendo ronda durante a noite e considera o local inseguro. 

De acordo com o responsável da segurança da Ceasa, Walter Meireles, quatro pessoas trabalham na vigilância durante a noite. Disse, ainda, que pretende aumentar a quantidade de seguranças no local. 

"São quatro seguranças no plantão noturno, sendo um em cada portaria. Temos duas portarias. N´os temos uma na central de monitoramento e um que faz a ronda em todo o mercado. São 110 metros quadrados de área. Se ele não viu foi porque estava em outra área do estabelecimento", explicou.

Em nota, a Polícia Civil informou que até o momento nenhum suspeito foi detido e detalhes da investigação não serão divulgados, por enquanto. 

*Com informações da repórter Rafaela Freitas, da TV Vitória / Record TV.

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