Folha Vitória Câncer de pele aumenta em homens e preocupa especialistas

Câncer de pele aumenta em homens e preocupa especialistas

Com a chegada do verão se aproximando, a orientação é para que os homens reforcem os cuidados de prevenção, como usar o protetor solar

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Foto: Divulgação
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A campanha Novembro Azul vem para reforçar os cuidados do homem com a saúde. Além do câncer de próstata, os médicos chamam atenção para outras doenças, como o câncer de pele, que vem aumentando nos homens, sendo o tipo de câncer com mais casos registrados no Brasil e o que mais acomete o público masculino.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 180 mil novos casos da doença são registrados por ano, a maioria em homens. O oncologista clínico Wesley Vargas Moura, explica que esses dados são mais um reflexo da falta de cuidado que os homens têm com a saúde e, neste caso, com a pele. 

O médico destaca ainda que muitos não são adeptos do uso do protetor solar no dia a dia e ainda demoram a procurar ajuda especializada quando percebem que há algo errado. 

“A prevenção e diagnóstico precoce ainda é uma das maiores chances de cura do câncer de pele. Muitos chegam ao consultório em estágio de metástase da doença, ou seja, avançado, o que dificulta a cura total da doença, além do paciente ter que passar por diversas intervenções cirúrgicas, tratamentos diversos como a radioterapia. Sem falar que em muitos casos os tumores ainda deixam mutilações bastante expressivas no corpo”, explicou. 

Com a chegada do verão, quando a radiação solar é ainda maior, o oncologista ressalta a importância da fotoproteção é ainda maior. “Não só passar o protetor em áreas como ombros, rosto e costas, mas lembrar das orelhas e pescoço também. Essas regiões são onde aparecem os primeiros sinais do câncer de pele nos homens”, orientou.

Tipos de câncer de pele 

Por conta do crescimento anormal e desenfreado das células, são diversos tipos de câncer de pele. Os mais comuns são os chamados não-melanoma, o carcinoma basocelular (CBC), responsável por 70% dos diagnósticos, e o carcinoma epidermóide (CEC), representando 25% dos casos. O mais grave é o de melanoma.

Fatores de risco

Pesquisas revelam que o câncer de pele é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, e que é raro casos em crianças e negros. Segundo o especialista, dentre os fatores de risco da doença estão: exposição prolongada ao sol, principalmente na infância e adolescência; pessoas de pele clara e sensíveis à ação dos raios solares; pessoas com histórico genético da doença ou pessoas com doenças cutâneas prévias; e principalmente pessoas que trabalham expostas ao sol com frequência como agricultores, carteiros, policiais, dentre outras profissões que passam grande parte do dia ao ar livre.

Cuidados

O oncologista alerta ainda sobre que o cuidado com pele e com a fotoproteção deve começar desde a infância. “Depois vem a prevenção com check up dermatológico frequente, pois a maioria dos casos são apontados pelos dermatologistas que levam a outros exames mais complexos para diagnóstico completo e preciso da doença e seu estágio”.

A principal orientação do médico para quem identifique alguma alteração na pele é para que a pessoa procure o serviço de saúde o mais rápido possível. “Deve-se suspeitar de qualquer mudança que persista, como um aparecimento de um caroço/ nódulo, uma ferida que não cicatriza por semanas, manchas que coçam ou mesmo manchas estranhas, ferida que sangra, entre outras lesões. Fique atento, quanto antes o diagnóstico, melhores são os resultados do tratamento e cura do câncer de pele”, completou. 

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