Casa fica infestada de carrapatos após invasão por capivaras em Guarapari

Segundo a Semag, as capivaras estão em seu habitat natural, não sendo passível de recolhimento

Foto: Reprodução
Folha Vitória

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Moradora da Enseada Azul, Guarapari, Jutilandia Caus de Souza entrou em contato com a redação do folhaonline a respeito da invasão de capivaras no quintal de casa. Segundo Dona Juti, como é conhecida, os animais deixaram carrapatos por todo local e a neta foi ferida por eles. Atualmente ela mantém a casa toda fechada para as capivaras não entrarem novamente.

A senhora, uma idosa de 70 anos que mora com o marido de 72, contou que um responsável pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) foi a casa dela e disse que nada poderia fazer. Também relatou que uma bióloga da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agricultura - Semag - esteve em sua residência e alegou que ela havia invadido o habitat das capivaras. “Ninguém me trouxe soluções. Somos idosos e estamos nessa situação. Minha neta veio passar uma tarde comigo e saiu toda machucada”.

Dona Juti contou que não tem como arcar com os custos para remover os carrapatos. “Não tenho condições de pagar uma dedetização. Eu e meu marido temos mais de 70 anos e sozinhos também não conseguiremos tirar. Não acho justo ter que pagar por isso, os carrapatos só estão aqui em casa porque as capivaras ficam soltas na rua. A noite aparecem em torno de 15 e invadem as casas”.

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A neta da Dona Juti ficou com o corpo machucado dos carrapato.

De acordo com a Prefeitura de Guarapari, a bióloga do Centro de Controle de Zoonoses esteve no local orientando sobre como a moradora deve proceder com o controle de parasitas na residência. Segundo o órgão, o controle é de competência do proprietário do imóvel e ao CCZ compete apenas o controle em vias públicas.

Ainda segundo a administração pública, os animais de rua recolhidos pelo CCZ são cães e gatos para castração (controle populacional).

“Até a presente data a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agricultura - Semag não foi acionada sobre o fato. Segundo a Semag, as capivaras estão em seu habitat natural, não sendo passível de recolhimento.

Uma equipe da Secretaria irá ao local verificar a situação e orientar os moradores do entorno quanto ao fechamento dos imóveis, a fim de evitar a entrada dos animais nas propriedades”, informou a Prefeitura.