Folha Vitória Cidades do ES em risco moderado terão maiores restrições para evitar segunda onda da covid-19

Cidades do ES em risco moderado terão maiores restrições para evitar segunda onda da covid-19

Atualmente, apenas dois municípios capixabas encontram-se no risco moderado para o novo coronavírus, segundo a matriz de risco do governo do Estado

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Foto: TV Vitória
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Municípios do Espírito Santo que se enquadrarem no risco moderado para o novo coronavírus, conforme o Mapa de Risco desenvolvido pelo governo do Estado, poderão sofrer medidas mais restritivas. A intenção, segundo o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, é evitar uma possível segunda onda da covid-19 em território capixaba.

De acordo com o secretário, a partir das medidas mais restritivas, espera-se que haja mais disciplina e um respeito maior, por parte da população, aos protocolos estabelecidos para reduzir o risco de contágio da covid-19.

"Entendemos que será oportuno rever algumas medidas qualificadas do risco moderado, de modo que, se algum município entrar no risco moderado, teremos restrições mais duras, uma exigência de maior disciplina e respeito aos protocolos. Queremos evitar a ocorrência de uma segunda grande onda de casos no nosso estado", afirmou Nésio Fernandes, durante coletiva de imprensa realizada na tarde desta segunda-feira (05).

Atualmente, apenas dois municípios do Espírito Santo encontram-se no risco moderado para a covid-19, segundo a matriz de risco: Piúma e São José do Calçado, ambos no sul do estado. As demais 76 cidades capixabas estão classificadas como risco baixo.

O secretário destaca o cenário como resultado das ações de combate do governo do Estado contra a pandemia e afirma que o poder público tem feito a sua parte para conter o avanço do coronavírus. 

"Nós entendemos que ter alcançado o risco baixo na ampla maioria dos municípios capixabas foi uma conquista da estratégia capixaba de resistência e combate ao coronavírus e de preservação da vida. Essa conquista precisa ser preservada e ela depende de ações do poder público, mas também de ações dos estabelecimentos, das instituições e das pessoas, das famílias, da sociedade. Do ponto de vista daquilo que compete ao poder público, estamos tomando todas as medidas necessárias para que não ocorra uma segunda onda, com repercussão de óbitos e pacientes internados", destacou.

Já o subsecretário de vigilância em saúde, Luiz Carlos Reblin, ressaltou que, apesar da maior parte das cidades estarem na "cor verde", o sinal de alerta deve estar ligado, já que isso não representa uma ausência de risco. Reblin citou o aumento do número de casos em cidades que registraram aglomerações no feriadão de setembro como exemplo de que ainda há risco de contágio.

"Vale lembrar que, mesmo no semáforo, o verde requer cuidado. Então, o verde não significa ausência de risco. É um risco baixo, mas tem risco. Nós tivemos a experiência do grande feriadão de setembro, que induziu a um aumento de número de casos em algumas cidades onde houve mais aglomeração. Se nós permanecermos desconsiderando o risco que existe, não adotando protocolos, não cuidando da higiene das mãos, não mantendo o afastamento entre as pessoas e não usando máscara, nós voltaremos a aumentar o risco. Pelo processo automático de classificação das cidades, em função do número de casos e em função de óbitos, a cidade vai ficar com risco amarelo, pode ficar vermelho, e a restrição voltará automaticamente", frisou o subsecretário.

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