Folha Vitória Com alta demanda, governo do ES vai comprar mais oxigênio para atender pacientes nos hospitais

Com alta demanda, governo do ES vai comprar mais oxigênio para atender pacientes nos hospitais

Risco de desabastecimento já é realidade no país. Acre, Rondônia, Mato Grosso, Amapá, Ceará e Rio Grande do Norte são os mais preocupantes

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Foto: Diego Simao
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Com a aceleração no número de casos da covid-19, aumentou a dificuldade dos estados em garantir o abastecimento de insumos, dentre eles o oxigênio medicinal. De acordo com o Ministério da Saúde, a situação é mais preocupante em seis estados: Acre, Rondônia, Mato Grosso, Amapá, Ceará e Rio Grande do Norte. Já os estados do Pará, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estão em estado de atenção.

O Ministério da Saúde não incluiu o Espírito Santo na lista de estados em que há risco de faltar oxigênio. A Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) confirmou para a TV Vitória que, até o momento, não há risco de desabastecimento. No entanto, para dar conta da alta demanda por oxigênio, está ajustando com os fornecedores um aumento médio de 24% na aquisição de oxigênio.

Desabastecimento não está descartado no ES

Se a falta de cilindros de oxigênio ainda não é uma realidade no Espírito Santo, a dificuldade na aquisição dos insumos já faz parte do dia a dia da rede de saúde capixaba. De acordo com a Sesa, tanto a rede pública quanto a privada e filantrópica já encontram dificuldade para comprar insumos e garantir o estoque de materiais essenciais para o tratamento da covid-19.

A Sesa informou que se houver escassez de itens, realizará contratos emergenciais para a aquisição de insumos e oxigênio, medida que ainda não foi adotada ao longo da pandemia.

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Estados em risco

Apesar do risco iminente de falta de oxigênio, o Ministério da Saúde afirma que o risco de desabastecimento se deve às dificuldades de distribuição do produto e não à quantidade produzida no país. De acordo com o general Ridauto Fernandes, responsável pelo Departamento de Logística do Ministério, estados que dependem do oxigênio gasoso, armazenado em cilindros, correm maior risco.

O General alertou que há expectativa perigosa da falta de oxigênio em poucos dias e listou como áreas de maior risco o Acre, que trabalha exclusivamente com oxigênio gasoso, o interior de Rondônia e pequenos municípios do Oeste do Pará e também no Ceará. 

PGR aciona Ministério da Saúde

Foto: José Cruz/Agência Brasil
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O Gabinete Integrado de Acompanhamento da Epidemia de Covid-19 (Giac), órgão da Procuradoria-Geral da República (PGR), solicitou ao Ministério da Saúde providências para evitar o desabastecimento do oxigênio nos estados.

De acordo com o Giac, a única empresa que fornece oxigênio para a região Norte informou que, se nada for feito, o estado de Rondônia sofrerá desabastecimento do produto nesta quarta-feira, 24 de março.

Na tarde segunda-feira (22), o Giac reuniu-se com representantes do Ministério da Saúde e da empresa White Martins, uma das principais produtoras de oxigênio medicinal do país, para discutir as dificuldades relativas ao abastecimento do insumo em todo o país. 

O diretor da White Martins, Paulo César Baraúna, informou que, em algumas situações, o oxigênio destinado para a indústria deve ser convertido para a àrea da saúde. Baraúna explicou que a estratégia já está sendo adotada e que a empresa já está comunicando as indústrias sobre a suspensão do atendimento para elas em função do que chamou de "uma causa maior".

Já o Ministério da Saúde explicou que estão em curso tratativas para aumentar a produção de cilindros e para instalar concentradores de oxigênio em diversos locais, que funcionarão de forma similar às miniusinas produtoras do insumo. O órgão também está coordenando o transporte com uso de aviões da Força Área para Rondônia e Acre, estados em situação mais grave.  

Mapeamento no Brasil

Diante do risco de desabastecimento de oxigênio e para conhecer a realidade do país no que diz respeito à produção e disponibilidade do insumo, o Ministério da Saúde informou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária está produzindo um levantamento sobre o estoque e o consumo de oxigênio em todo o Brasil. Além disso, a Anvisa também está traçando estratégias que visam ampliar o volume do produto no país.

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