Folha Vitória Com quase 90% de ocupação dos leitos de UTI exclusivos para covid-19, governo do ES volta a comprar vagas na rede privada

Com quase 90% de ocupação dos leitos de UTI exclusivos para covid-19, governo do ES volta a comprar vagas na rede privada

Apesar do aumento de casos graves, o subsecretário em Vigilância em Saúde do Estado ressalta que a taxa de letalidade vem diminuindo e que não há motivo para pânico

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O aumento no número de casos graves e de internações por covid-19 no Espírito Santo acendeu o alerta da Secretaria de Saúde do Estado fez com que o governo retomasse a operação de compra de leitos de UTI em hospitais particulares. Um edital foi aberto nesta segunda-feira (16) para a compra de novas unidades para atendimento.

De acordo com subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, a medida visa dar uma margem de segurança para o tratamento dos pacientes no Estado.

Dos 414 leitos de UTI exclusivos para tratamento da covid-19 disponíveis na rede estadual, 349 estão ocupados, o que corresponde a uma taxa de ocupação de 84,30%. Na enfermaria, dos 430 leitos exclusivos para o novo coronavírus, 313 estão ocupados, a taxa é de 72,79%. Na região metropolitana, a taxa de ocupação é de 89,12%.

Apesar do aumento, Reblin ressalta que não há motivo para desespero e que a mortalidade em decorrência da doença não cresceu na mesma proporção. "A nossa taxa de letalidade vem diminuindo e isso é um sinal importante e positivo, porque as equipes da atenção básica e dos hospitais, conseguem manejar melhor com os nossos pacientes", disse o subsecretário.

Para o médico infectologista Paulo Peçanha, os números são consequência do atual momento e servem de alerta. "De setembro pra cá nós tivemos muitos feriados prolongados, junto com flexibilizações de atividades por parte do governo. Essa somatória com certeza pode estar impactando no número de pessoas infectadas. Mas o fator básico é que as pessoas estão relaxando nos  cuidados", afirmou.

O médico disse ainda que não acredita que o Estado passa por uma segunda onda da pandemia, já que a primeira sequer ainda foi vencida.

"Nós não resolvemos a primeira onda ainda, mas o que está acontecendo na Europa, onde os casos reduziram acentuadamente em vários países como França, Inglaterra e Itália, e agora eles estão tendo casos maiores do que tiveram em março e abril, isso deve servir de alerta pra nós. Nós corremos o risco de não conseguirmos resolver a primeira onda e entrar numa segunda onda se a gente não tiver os comportamentos e os cuidados que o vírus merece", alertou Peçanha. 

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* Com informações da jornalista Andressa Missio, da TV Vitória / Record TV

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