Folha Vitória Começa o julgamento do PM acusado de matar estudante de medicina há três anos

Começa o julgamento do PM acusado de matar estudante de medicina há três anos

Igor Moreira da Silva foi indiciado por homicídio qualificado como motivo fútil e uso de meio que impossibilitou a defesa da vítima

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Foto: Reprodução
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Começou, na tarde desta quinta-feira (17), o julgamento do Polícia Militar acusado de matar um jovem, de 27 anos. O caso ocorreu na manhã de Natal de 2017, no bairro Araçás, em Vila Velha.

As famílias da vítima e do policial dividem o espaço do Fórum de Vila Velha para acompanhar o julgamento do caso. Duas mães que carregam em suas histórias, o sofrimento. 

Três anos após o crime, o policial Igor Moreira da Silva vai a júri popular. O soldado é acusado de matar o estudante Jean Pierre, em uma festa que acontecia na pracinha do bairro. A vítima foi morta com três tiros nas costas. 

O inquérito foi concluído pelo delegado Ricardo Almeida, titular da Delegacia de Crimes Contra a Vida de Vitória. As investigações apontaram que o soldado, lotado no 7º batalhão, em Cariacica, foi o responsável pelos disparos que atingiram o rapaz. 

Para a mãe de Jean, Simone Otero Lazarini, a justiça será feita, mas nada supera a dor de perder um filho. "A família dividiu. Meu esposo não consegue sair da casa onde criamos nosso filho e eu não consigo entrar. Meu filho não merecia morrer daquele jeito, ninguém merece", disse. 

O militar foi indiciado por homicídio qualificado como motivo fútil e uso de meio que impossibilitou a defesa da vítima. Igor ainda foi indiciado por fraude processual. 

Segundo Tânia Moreira, a mãe do réu, a versão não corresponde com a realidade. "Ele foi para desarmar o Jean. Não esperava que ele fosse reagir. Agora estamos eu e a outra mãe sofrendo. Ela por perder o filho, e eu por ver meu filho preso", lamentou.  

A Polícia Militar disse, por meio de nota, que a condenação judicial não gera exclusão automática da corporação. Isso porque, na Justiça Criminal, é julgado apenas a culpa do militar. Para que ele seja desligado, o caso precisar ser julgado na Corregedoria. 

Enquanto o júri decide se o réu é culpado ou inocente, Igor continua preso no presídio militar. Já os familiares, esperam ansiosamente pelo fim do julgamento. "Ele vai sair de cabeça erguida e provando que foi legitima defesa", comentou a mãe do réu. 

"A única coisa que eu quero é poder exumar o corpo do meu filho para cremá-lo, como ele queria", comentou a mãe da vítima. 

Ainda não há previsão pelo fim do julgamento. 

*Com informações da repórter Bianca Vailant, da TV Vitória/Record TV. 

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