Folha Vitória Condenado no caso Milena Gottardi pode sair da cadeia em até 10 dias, diz defesa

Condenado no caso Milena Gottardi pode sair da cadeia em até 10 dias, diz defesa

Bruno Broetto, que forneceu a moto utilizada no assassinato da médica, estava preso desde 2017. Advogado de defesa pediu progressão de pena para o regime aberto

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Foto: Reprodução / Facebook
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Bruno Broetto foi condenado a 10 anos de prisão por ter fornecido a moto utilizada no dia do crime 

Um dos condenados pelo caso Milena Gottardi, Bruno Broetto, poderá deixar a prisão em até 10 dias. A informação é de seu advogado de defesa, Leonardo da Rocha Souza, que entrou na última quarta-feira (01) com um pedido de progressão de regime, solicitando que Broetto passe do fechado para o regime aberto e cumpra a sentença em casa. 

Broetto forneceu a motocicleta utilizada no dia do crime. Ele foi condenado a 10 anos e cinco meses de reclusão.

O advogado explicou que fez a solicitação "tendo em vista que o Conselho de Sentença acolheu a tese da defesa que o afastou da hediondez do crime, condenando ele por um homicídio simples, o que lhe permitirá uma progressão de regime de cumprimento de um sexto da pena", desenvolveu. 

De acordo com o Código Penal Brasileiro, o indivíduo condenado a um crime não hediondo pode solicitar a progressão de regime após cumprido um sexto da pena. Como está preso há quase quatro anos, desde setembro de 2017, época em que Milena foi morta, a defesa de Bruno pode requerer sua soltura.

Souza lembrou deste tempo de reclusão de Broetto, onde ele tem o direito a uma progressão ao regime aberto, direito esse vencido há sete meses. 

"Portanto, deverá ser colocado nos próximos dias em liberdade para retornar a sua casa e reconstruir sua vida. Acredito que, levando em consideração os trâmites do processo, num cenário de uma semana a dez dias, ele já possa estar em casa", reforçou o advogado.

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Advogado vai pedir revisão de pena para executor da médica

Quanto ao executor da médica Milena Gottardi, o réu confesso Dionathas Alves Siqueira, também defendido por Souza, a defesa diz que provavelmente entrará com recurso para discutir o tempo de execução da pena.

Dionathas foi condenado a 18 anos e 8 meses de reclusão. Inicialmente, seriam 28 anos mas o juiz retirou 10 anos pela colaboração de Dionathas em auxiliar o trabalho da Justiça. 

"Não iremos discutir a questão da autoria, evidentemente. Mas, na visão respeitosa da defesa, houve um aumento da pena base que foi imposta a ele e também a aplicação modesta da causa de diminuição de pena que destoa do entendimento pacífico do tema nos tribunais superiores. Portanto, em função disso, discutiremos através dos recursos próprios a possibilidade de diminuição de pena", concluiu o advogado.

Em seu depoimento em juízo, Dionathas detalhou a participação de cada um dos cinco réus, reforçando a tese do Ministério Público do Estado de que Hilário Frasson e Esperidião Frasson eram os mandantes do crime e que Valcir da Silva Dias e Hermenegildo Palauro Filho agiram como intermediários no homicídio.

Transferência para presídio de Segurança Máxima II 

O advogado lembrou que solicitou a transferência de Dionathas para o presídio de Segurança Máxima II em Viana. 

"Ele correria risco de cumprir pena no mesmo presídio que os demais. O próprio Conselho de Sentença reconheceu que a colaboração dele foi decisiva na elucidação dos fatos e o Estado deverá resguardar a sua integridade física", apontou.

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