Folha Vitória Covid-19: Estado prevê redução na pressão hospitalar e no número de mortes nas próximas semanas

Covid-19: Estado prevê redução na pressão hospitalar e no número de mortes nas próximas semanas

Segundo a Secretaria da Saúde, essa perspectiva é reflexo do fechamento total das atividade não essenciais, decretado pelo governo estadual no mês passado

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Foto: Diego Simão/TV Vitória
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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) prevê, para as próximas semanas, uma redução da pressão nos hospitais do Espírito Santo que atendem a pacientes infectados pelo novo coronavírus. Segundo a secretaria, essa perspectiva é reflexo do fechamento total das atividade não essenciais, decretado pelo governo do Estado no mês passado.

Em uma coletiva realizada na tarde desta sexta-feira (16), o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, disse também que, mais para frente, essa redução da pressão sobre a rede hospitalar deverá resultar em uma diminuição no número de mortes diárias no estado provocadas pela covid-19.

"Nós passaremos a observar um efeito de redução na pressão por novos leitos, numa redução possível da taxa de ocupação dos leitos de enfermaria e de UTI, nas próximas duas ou três semanas, no nosso estado. E vamos, mais à frente, acompanhar esse comportamento na curva de óbitos", destacou.

Durante a coletiva, o secretário apresentou indícios que sinalizam para uma queda mais brusca no número de casos de covid-19 no estado, o que vai refletir nos hospitais, reduzindo a necessidade de novos leitos de enfermaria e de UTI.

"Nós podemos viver uma queda da curva de casos mais rápida e consolidada do que a descida em curvas anteriores. Por isso, é importante que a população compreenda a importância da estratégia da matriz de risco, a importância dela ter definido três quartos da população do estado submetidas ao risco extremo e preservando um conjunto grande de restrições a atividades sociais e econômicas", frisou.

Para Nésio Fernandes, essa possibilidade de redução é resultado do fechamento total das atividades não essenciais imposto aos capixabas. "Nós alcançamos uma capacidade de absorção de casos novos, ao mesmo tempo em que os casos novos também passaram a ter uma queda sustentada ao longo das duas últimas semanas. Nós estabelecemos isso como resultado da quarentena", ressaltou.

Fila de espera

Em um post feito em sua conta no Twitter, nesta sexta-feira, o governador Renato Casagrande destacou a redução na fila por um leito hospitalar no Espírito Santo. No entanto, fez um alerta sobre o momento crítico da pandemia.

Essa foi a primeira vez, desde 28 de março, quando o governo do Estado passou a divulgar a lista de espera por vagas de UTI para covid-19, que nenhum paciente ficou à espera de um leito de terapia intensiva. No entanto, a epidemiologista Ethel Maciel alerta que não se pode baixar a guarda na prevenção.

"Isso não significa que nós melhoramos. Isso significa que apenas nós deixamos de piorar. Mas ainda estamos estabilizados com um número muito alto de casos e de óbitos. É uma notícia boa, que a gente recebe com felicidade. Significa que aquelas medidas que foram tomadas, de diminuição de circulação, estão se revertendo numa diminuição do número de internações. Mas nós ainda estamos com muitos casos positivos todos os dias. E com um percentual desses, ainda vão ter muitas mortes, pessoas que precisam de internação", afirmou.

Ocupação de leitos

Atualmente, segundo o Painel Ocupação de Leitos Hospitalares, da Sesa, a taxa de ocupação nas UTIs exclusivas para o tratamento da covid-19 é de 91,53% no Espírito Santo. Das 1.039 vagas disponibilizadas pelo governo, 951 estão preenchidas. Com relação às enfermarias, a ocupação é de 79,09%.

Já nos hospitais particulares, a ocupação dos leitos de UTI é de 87,03%, segundo o Painel Leitos da Rede Privada-ES. Das 293 vagas existentes, 255 estão ocupadas. Nas enfermarias, a ocupação é de 58,19%.

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