Folha Vitória Covid-19: mais de 1.700 policiais militares e bombeiros já foram infectados no ES

Covid-19: mais de 1.700 policiais militares e bombeiros já foram infectados no ES

Entre policiais e bombeiros, cinco morreram por complicações da doença. Governo do Estado anunciou que vacinação da categoria será no próximo mês

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Foto: Divulgação/ PMES
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Apesar da suma importância para a sociedade e de estarem inclusos na definição de serviço essencial, a categoria dos profissionais de segurança tem registrado números preocupantes em relação à covid-19. 

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, dos 10.000 policiais militares e bombeiros do Espírito Santo, mais de 1.700 já foram infectados pelo coronavírus. Deste total, cinco morreram por complicações da doença. Outros 109 estão afastados das atividades por causa da infecção. Até o momento, dos profissionais de atestado, 33 casos foram confirmados e 76 são suspeitos.

Na tentativa de reduzir os casos e proteger os militares, o governo do Espírito Santo anunciou que parte destes profissionais serão vacinados a partir do próximo mês. Para isso, 5% de cada lote de vacina será destinado à imunização da categoria.

"A partir do dia 15 de abril, a reserva técnica dos lotes de vacinas, aqueles 5%, nós passaremos a vacinar profissionais da segurança pública e profissionais da educação", disse o governador Renato Casagrande.

De acordo com o presidente da Associação de Cabos e Soldados do Espírito Santo, Jackson Eugênio Silote, desde o início da pandemia, não houve paralisação e nem redução de efetivo na segurança, agora, a associação espera que o governo priorize a vacinação de policiais militares e bombeiros.

"Apesar de mudanças nas rotinas e protocolos, eles permaneceram trabalhando nos 78 municípios do estado. Além de cumpris suas missões constitucionais dando suporte aos diversos atores envolvidos nesse combate à pandemia da covid-19 como barreiras sanitárias e escolta de presos em hospitais", afirmou.

Silote acredita que este seria um reconhecimento pelo trabalho dos profissionais.  "Nós entendemos que essa reserva técnica é pequena, se comparada ao número de profissionais de segurança pública, mas entendemos que é um avanço para que eles possam desempenhar e entregar um trabalho de qualidade para toda a sociedade capixaba", explicou.

* Com informações da repórter Milena da Silva Martins, da TV Vitória/Record TV.

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