Criança de 11 anos morre eletrocutada enquanto usava celular ligado na tomada

Segundo parentes, o menino brincava com o telefone enquanto ele carregava; chovia bastante na cidade na hora do acidente

Foto: arquivo pessoal
Folha Vitória

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Um menino, de apenas 11 anos, morreu após receber uma descarga elétrica enquanto brincava com um celular que estava conectado na tomada. Matheus Macedo Campos sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e não resistiu. O corpo da vítima foi sepultado no cemitério Mararu, em Santarém, no oeste do Pará, na última segunda-feira (24).

Segundo a família do menino, ele estava na varanda da casa, deitado no chão, com o celular na mão, que estava conectado à rede elétrica. Na mesma tomada outros aparelhos ligados por um adaptador, porém, somente Matheus recebeu a descarga elétrica. 

Chovia bastante na cidade na hora do acidente. O temporal, acompanhado de raios e trovoadas, durou mais de 12 horas. 

O menino chegou a ser socorrido e levado para o hospital, mas acabou não resistindo e morreu.

Perigo

A distribuidora Equatorial Energia Pará explica que o uso de celulares, enquanto as baterias estão carregando na tomada, é altamente perigoso e pode trazer uma série de riscos para o usuário, devido às possíveis explosões ou descargas elétricas. Embora seja raro, esse tipo de acidente pode ser fatal.

Conforme a fornecedora de energia elétrica do Pará, o superaquecimento do aparelho é o principal problema ao manuseá-lo durante o carregamento da bateria, especialmente em celulares com as opções de carga "rápida" ou "turbo", devido à grande quantidade de energia e volts utilizadas na ação.

A empresa ainda alerta ao risco de explosão. “Os perigos também estão relacionados a procedência dos equipamentos, tanto dos celulares como dos carregadores de bateria. Telefones móveis pirateados podem ter algumas peças de segurança retiradas para baratear custos. Portanto, o uso representa risco dobrado para o usuário. Os carregadores de celular sem certificação de segurança podem transformar o aparelho em granadas”.

* Com informações do Estadão Conteúdo