Folha Vitória Cubano é preso no ES suspeito de vender azeite falsificado; prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 20 milhões

Cubano é preso no ES suspeito de vender azeite falsificado; prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 20 milhões

A suspeita é de que o homem chefiava uma quadrilha que vendia óleo de cozinha comum como se fosse 'azeite extra virgem'

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Foto: Divulgação/ Polícia Civil
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Frascos de azeite adulterados na Grande Vitória apreendidos pela polícia em junho de 2020

Um homem de nacionalidade cubana foi preso na última quarta-feira (11), na Grande Vitória, suspeito de chefiar uma organização criminosa especializada em adulteração de azeites de oliva. Segundo a polícia, o golpe provocou um prejuízo estimado em R$20 milhões aos cofres públicos, por não recolhimento do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

De acordo com as investigações, que tiveram início em 2016, a suspeita é de que a quadrilha misturava óleo de cozinha com azeite e vendia como 'azeite extra virgem', por um valor bem abaixo do mercado. O esquema começou a ser investigado após denúncias sobre as informações descritas nos rótulos dos produtos. 

A polícia tem indícios de que a mercadoria era distribuída para restaurantes, supermercados e que também era vendida em outros estados, além do Espírito Santo.

Por não ser brasileiro, o suspeito pôde ser detido mesmo em período eleitoral, quando as prisões fora de flagrante não são permitidas. A prisão do cubano é temporária por 30 dias, podendo ser prorrogada por mais 30.

A polícia informou ainda que não descarta a hipótese de mais pessoas envolvidas na falsificação e investiga se os estabelecimentos que comercializavam o produto adulterado são vítimas ou coniventes com o crime.

A investigação contou com o apoio de outros órgãos públicos, como o Ministério da Agricultura. Durante a operação, o Procon Estadual recolheu azeites das prateleiras de vários estabelecimentos comerciais.

Foram apreendidos também documentos, computadores, celulares e os carimbos das empresas que fabricavam o produto, além do passaporte do suspeito, e de mais três cubanos.

* Com informações do repórter Fábio Gabriel, da TV Vitória / Record TV

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