Folha Vitória Dados do ES: pessoas pardas e pretas apresentam 30% a menos de probabilidade do que brancos em testar positivo para covid-19

Dados do ES: pessoas pardas e pretas apresentam 30% a menos de probabilidade do que brancos em testar positivo para covid-19

Sesa divulga dados finais sobre a atual etapa da segunda fase do Inquérito Sorológico realizado no estado

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Foto: Reprodução TV Vitória
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Segundo dados apresentados pela Secretaria da Saúde (Sesa), sobre a etapa da segunda fase do Inquérito Sorológico realizado no Espírito Santo, o perfil demográfico dos participantes são:

- Com relação ao perfil de idade dos participantes, os positivos são, em média, 2,7 anos mais jovens que os negativos;

- Entre os participantes com teste positivo houve predomínio nas faixas etárias de 20 a 39 anos e de 40 a 59 anos, e foi menor a probabilidade de teste positivo entre aqueles na faixa etária de 80 a 104 anos.

- Houve um predomínio de positivos entre os pardos/pretos com probabilidade 30% menor de um indivíduo de raça branca ser positivo.

O subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin; o gerente de Vigilância da Sesa, Orlei Cardoso; e os médicos infectologistas Cristiana Costa Gomes e Crispim Cerutti Junior, que fazem parte do grupo técnico de assessoramento ao Centro de Operações de Emergência da Covid-19 no Estado, apresentaram também um balanço acerca das seis fases dos inquéritos sorológicos, realizados no Estado.

“A preparação para o inquérito é algo complexo, que envolve vários conhecimentos e campos da ciência. É um trabalho que envolveu profissionais da Sesa, da Universidade Federal do Espírito Santo, do Instituto Jones dos Santos Neves e colaborações de outras instituições capixabas para que os dados coletados pudessem ser precisos”, disse Reblin.

A médica infectologista Cristiana Costa Gomes, que conduziu a apresentação, falou sobre o aprendizado ao longo das seis etapas. “O inquérito nos ajuda a entender a doença, como se comporta na sociedade. Além do conhecimento científico, aprendemos um pouco também sobre a logística que uma pesquisa dessa precisa, com a utilização de tecnologias, o que foi extremamente importante para que pudéssemos trazer resultados com uma certa velocidade”.

Quanto à comparação realizada entre as seis fases do Inquérito, o médico Crispim Cerutti Junior explicou a diferença percentual das prevalências, sendo observada a diminuição entre a primeira e segunda fase. “Com a flexibilização maior das atividades, as pessoas estão ficando menos em casa. Temos hoje um percentual menor que no auge do primeiro inquérito, quando estávamos pegando mais universalmente a população”, afirmou.

Segundo Luiz Carlos Reblin, ao longo dos quatro meses de inquérito sorológico, o Estado possui resultados e uma gama de informações importantes para conhecer a Covid-19. “Esse conhecimento foi fundamental para que as equipes estaduais e municipais pudessem se apropriar dessa ferramenta para retratos do momento da pandemia. Vamos continuar fazendo os inquéritos e aperfeiçoar a forma de se coletar as informações. Vamos ter um formato para o Inquérito Escolar, estamos discutindo um formato para a população indígena e estamos apoiando um inquérito para a população prisional”, sinalizou

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