Folha Vitória Dados mostram que a cada hora uma mulher é agredida no Espírito Santo

Dados mostram que a cada hora uma mulher é agredida no Espírito Santo

De janeiro a agosto deste ano, cerca de seis mil boletins de ocorrência foram registrados com relatos de violência doméstica

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Foto: Reprodução
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Casos de violência doméstica, mais especificamente de agressão à mulher, são registros constantes no Espírito Santo. Dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) apontam que somente na Grande Vitória, entre os meses de janeiro e agosto foram registrados quase seis mil boletins de ocorrência a respeito de violência doméstica. A média é de, aproximadamente, uma mulher agredida por hora no estado.

Um caso relacionado ao problema em questão aconteceu nesta segunda-feira (5) em Guarapari. Era por volta de 19 horas quando a empresária Lorena Neves Mendonça foi informada, pelo porteiro do condomínio, de que seu carro teria sido depredado. A mulher afirma que o prejuízo teria sido causado pelo ex-marido, Jean Alvarenga.

Ao se deparar com o veículo completamente danificado, Lorena fez um vídeo e postou nas redes sociais. Segundo ela, não é a primeira vez que Jean se mostra com perfil agressivo e que esse não seria o primeiro ato de violência por parte do ex-companheiro.

Ela acusa Jean de ser o responsável por quebrar os vidros de sua loja como forma de ameaça por não aceitar o fim do relacionamento, que durou quatro anos e que o casal colocou fim há cerca de seis meses.

Em defesa, o ex-marido da empresária postou um vídeo nas redes sociais em que desmentiu o perfil de agressor, apresentado por Lorena. "Eu sempre fui um namorado, um marido e um pai exemplar, eu tenho essa concepção por que as pessoas que conviveram todos os dias comigo sabem da verdade. Engoli muita coisa, muita humilhação, vou nem entrar em detalhe das coisas, a família, o pai, o irmão, os primos, todos a família e a minha família sabe quem é ela de verdade ", disse no vídeo.

Com os depoimentos de ambas as parte do caso, a Polícia Civil segue a investigação a fim de descobrir o real culpado pela destruição do veículo. Caso seja provado que Jean é o responsável pela depredação, ele pode ser preso.

Em casos passados, Lorena já registrou outras ocorrências contra Jean. As denúncias começaram no mês de abril e em seguida teria registrado outras ocorrência pelo fato do ex-companheiro desrespeitar as medidas protetivas. O problema é que nessas denúncias, a empresária não compareceu ao julgamento e nem apresentou testemunhas contra o acusado. 

Registro de casos semelhantes

Apesar no número alto de registros em terras capixabas, a quantidade de vítimas de agressão pode ser ainda maior, pois de acordo com a chefe da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher, Cláudia Dematé, a subnotificação é um problema muito presente nesses casos.

"Infelizmente nós temos muitas mulheres que ainda sofrem caladas, por medo, por vergonha do julgamento da família, dos vizinhos, dos amigos, pela ligação afetiva que tem com o autor dessa violência, por vezes é pai dos filhos dela, pela questão da dependência econômica e com isso se potencializou a subnotificação", explicou.

* Com informações da repórter Bianca Vailant, da TV Vitória/Record TV.

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