Folha Vitória Desemprego atinge 13,1 milhões e apresenta a maior taxa desde 2012

Desemprego atinge 13,1 milhões e apresenta a maior taxa desde 2012

Pesquisa do IBGE aponta que taxa de desocupação chegou a 13,8% no trimestre encerrado em julho deste ano

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No trimestre encerrado em julho, o desemprego atingiu 13,1 milhões de pessoas e a taxa de desocupação apresentou a marca de 13,8%. Este foi o maior registro desde o início da série histórica, que começou a ser contabilizada em 2012. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (30).

De fevereiro a abril, a desocupação registrada era de 12,6% com um total de 12,8 milhões de desempregados no Brasil. No trimestre encerrado em julho de 2019, mesmo período dos estudos divulgado hoje, o número de desempregados era de 12,6 milhões e a desocupação era de 11,8%.

A analista da pesquisa, Adriana Beringuy, disse que as reduções durante a pandemia foram decisivas para os recordes negativos do trimestre encerrado em julho.

“Os resultados das últimas cinco divulgações mostram uma retração muito grande na população ocupada. É um acúmulo de perdas que leva a esses patamares negativos”, disse.

A população em ocupação ocupada reduziu para 82 milhões, a menor quantidade da série, com recuo de 8,1% (menos 7,2 milhões pessoas) em relação ao último trimestre, e 12,3% (menos 11,6 milhões) frente ao período entre maio e julho de 2019.

O número de pessoas que não procuraram vaga de emprego, mas que tinham interesse e disponibilidade para trabalhar, chamados de desalentados, bateu recorde e chegou ao número de 5,8 milhões.

Queda por setores

Segundo pesquisa do IBGE, aconteceu uma queda da população ocupada em oito dos 10 grupos pesquisados se comparar a mesma época de 2019.

A ocupação em alojamento e alimentação caiu 23,2%, com menos 1,1 milhão de pessoas empregadas. Outro setor que apresentou queda foi a indústria com -8%, representando cerca de 916 mil pessoas a menos.

Setores como construção (queda de 9,5%, ou menos 559 mil pessoas) e comércio (9,7%, ou menos 1,6 milhão de pessoas) também tiveram reduções, mas são menores do que as apresentadas em junho (16,6% e 10,9%, respectivamente).

De acordo com Adriana, a queda menor indica a volta dos trabalhadores nos setores que foram beneficiados pela flexibilização durante a quarentena. O rendimento médio real dos trabalhadores ficou em R$ 2.535 no trimestre analisado.

* Com informações do Portal R7 

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