Folha Vitória Designer de Alok e Pabllo Vittar, capixaba conquista agência de Nova York

Designer de Alok e Pabllo Vittar, capixaba conquista agência de Nova York

Gabriel Moro se especializou em arte digital e 3D e caiu na graça de celebridades hypadas do Brasil e do mundo. Hoje, o capixaba trabalha até para agência de Nova York

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Foto: Ernna Cost/Reprodução/Instagram @gabrielmoro
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Sabe a arte do cavalo alado de Pedro Sampaio em seu último lançamento, “Galopa”? E a campanha futurista que Alok fez recentemente para a Chilli Beans, que vai inclusive expandir sua presença com mais lojas no Espírito Santo ainda neste ano? Viu também o lettering do clipe de Pabllo Vittar com Pocah? Pois todos esses trabalhos e ainda de mais famosos foram assinados pelo designer Gabriel Moro, do Espírito Santo.

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De uns meses para cá, o capixaba passou a investir pesado em suas habilidades em criações digitais e 3D, tecnologia que acabou caindo na graça de celebridades do mundo todo.

“O primeiro trabalho que fiz para famoso foi com a Pabllo. O fotógrafo dela conhecia meu trabalho quando eu fazia autorretratos com fotos minhas. Depois teve Alok, Pedro Sampaio, algumas personalidades de fora do Brasil… E o trabalho, no geral, é pegar para fazer o 3D para integrar fotos ou o 3D completo, que é o caso do Alok, por exemplo”, fala.

À Coluna Pedro Permuy, o artista de 28 anos de idade explica: “No mercado nacional esse tipo de trabalho ainda é novidade. Não é muito feito e não tem muito profissional que faz. Basicamente… As fotos podem existir ou não. Se o trabalho for completo, faço desde o corpo da pessoa até a cabeça, tudo, e ainda coloco outros elementos digitais. Outras fotos recebem uma ‘aplicação’ digital com algum elemento específico”.

Formado em Design, Gabriel aprendeu grande parte do que sabe fazer testando mesmo. E se considera um pouco autodidata. “Melhoro a cada trabalho”, confirma.

E lembra: “Trabalho ativamente com isso há um ano mais ou menos. Aprendo há cinco anos e me formei em 2017. Desde criança sempre gostei muito de efeito visual de filme. Aqueles filmes da Marvel… Aí tive uma marca de roupa e comecei a aprender 3D para fazer as peças da minha marca. Fazia todas as peças do e-commerce digitalmente. Aí comecei a testar em fotos minhas e por aí foi”.

A marca, que também comercializava acessórios para todo o Brasil, acabou virando história. Ainda assim, segue como ponto de referência profissional para o designer. “Deu uma peninha abandonar (a marca), mas foi uma transição natural da marca para o que eu faço hoje. Foram uns três anos de investimento… Mas senti como um ciclo fechando. Ainda uso roupas dela todos os dias e muita gente também tem”, fala.

Com o passar do tempo, ele diz que ficou inviável continuar investindo energia na label e ainda se dedicar ao design 3D. “Como a área do 3D é muito ampla, só tenho mais e mais vontade de aprender mais e mais para fazer todo dia uma coisa diferente. Quero aprender melhor efeitos visuais para fazer clipe, por exemplo. E no Brasil, no geral, a área está em expansão”, avalia.

E faz um balanço: “Têm agências hoje que só investem nisso e também tem muita gente de fora do Brasil que procura, justamente pela raridade do trabalho. Fora que no exterior o pessoal reconhece muito o primor do trabalho do brasileiro. Eles valorizam muito a nossa noção de estética”.

Foto: Ernna Cost
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Gabriel Moro com Pocah e Pabllo Vittar: ele trabalhou em clipe das cantoras 

Atualmente, Gabriel trabalha tanto para o mercado interno como também para fora do País: “Já fiz trabalhos fora e a própria internet ajuda muito nisso. Comecei em dezembro do ano passado a trabalhar com uma agência de Nova York e continuo fazendo. E morando em Vitória, de onde não pretendo me mudar por enquanto”, confidencia.

E finaliza: “As pessoas estão tendo uma visão melhor do trabalho remoto e isso me ajudou muito a trabalhar para fora do Estado, como para São Paulo e Rio. E o mundo, claro. A pandemia mudou a área porque mais gente buscou ações digitais e quis investir mesmo nisso. Surgiram demandas novas, tipo desfile em 3D. E tem muito a crescer ainda. Com certeza, uma das profissões do futuro”. 

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